Saturday, September 26, 2009

Questão Nuclear: Líderes Ocidentais Advertem o Irão

Os líderes dos EUA, a Grã-Bretanha e a França afirmam que o Irão tem que esclarecer o que se passa com o seu programa nuclear, advertindo Teerão de que será responsabilizado perante a comunidade internacional. Esta tomada de posição ocorreu depois das autoridades iranianas terem anunciado que dispõem de um novo centro de enriquecimento de urânio.

O presidente Obama afirmou que aquela revelação de que o Irão está a construir uma segunda central para o enriquecimento de urânio e que tem tentado, durante anos esconder, mostra as verdadeiras intenções do governo de Teerão. Obama diz que o Irão tem que dizer a verdade sobre o seu programa nuclear ou, então, terá que ser confrontado com as consequências: “O governo iraniano tem que demonstrar agora, através das suas acções as suas intenções pacíficas ou será responsabilizado face aos padrões e à lei internacionais.”

O presidente americano falava na cidade de Pitsburgo, menos de uma hora antes das deliberações terem recomeçado no âmbito da Cimeira dos G-20.

Obama disse que esta não é a primeira vez que o Irão tentou esconder as suas actividades nucleares do mundo.

O Irão revelou, esta semana, a existência de um centro de enriquecimento subterrâneo, quando descobriu que os serviços secretos ocidentais já sabiam da sua existência. O presidente Obama disse que aquelas instalações, localizadas a 160 kms de Teerão, são mais um sinal de desafio por parte do Irão: “O Irão tem o direito à energia nuclear para fins pacíficos para fazer face às necessidades energéticas do seu povo. Mas, a dimensão e a configuração destas instalações não são consistentes com um programa pacífico.”

Também o primeiro-ministro britânico, Gordon Brown reagiu: “Confrontado com uma série de decepções ao longo dos anos, a comunidade internacional não tem escolha, hoje, a não ser estabelecer os limites.”

Por seu lado, o presidente da França, Nicolas Sarkozy disse que, para o Irão, o prazo está a expirar. Palavras de Sarkozy, na voz de um intérprete: “Se, até Dezembro, não houver uma mudança profunda por parte dos líderes iranianos, terão que se aplicadas sanções.”A Casa Branca adiantou que os serviços secretos americanos, franceses e britânicos têm, ao longo dos anos, têm recolhido informações acerca do programa nuclear iraniano.

Por Filipe Vieira

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EUA não podem resolver problemas mundiais sozinhos

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse quarta-feira no seu primeiro discurso perante a Assembleia Geral da ONU, em Nova York, que o mundo precisa de comprometer-se com “uma nova era de engajamento”: “Está na hora de o mundo caminhar em uma nova direcção. Precisamos nos comprometer com uma nova era de engajamento baseada nos interesses mútuos e no respeito mútuo” , disse Obama.

“Minha tarefa é agir pelo interesse do meu país e do meu povo. Nunca foi pedir desculpas por fazê-lo. Mas a minha crença é que os interesses das nações e dos povos são comuns”, disse o presidente Obama. “Mas não se enganem: esse não pode ser um objectivo só dos EUA. Os que criticavam os EUA por agirem sozinho não podem esperar que os EUA solucionem todos os problemas do mundo sozinhos.” “O caminho para a paz mundial não pode ser trabalho de um homem, um partido ou um país. Não pode ser uma paz para os países grandes ou para os países pequenos, mas um esforço cooperativo do mundo todo”, disse Obama, citando o presidente dos EUA Franklin Roosevelt (1933-45). “Essas palavras são ainda mais verdadeiras hoje, quando não é apenas a paz mas também a saúde e a prosperidade que temos em comum.” Obama conclamou os países integrantes da ONU a buscar pontos comuns para solucionar problemas mundiais: “Nada é mais fácil do que culpar os outros pelos seus problemas.

[...] Qualquer um pode fazer isso. Mas a responsabilidade e a liderança do futuro pedem mais.” O presidente americano afirmou acreditar que o futuro depende fundamentalmente de quatro pilares, a busca pela não-proliferação e o desarmamento nuclear; a promoção da paz e a segurança; a preservação do planeta; e a criação de uma economia global que dê oportunidade a todos.

“Podemos ser lembrados como uma geração que empurrou os problemas do século 20 para o século 21 [...] ou podemos ser a geração que viu a terra além das águas turbulentas.” No discurso, Obama ainda disse crer que “democracia e direitos humanos sejam essenciais” para atender as metas globais e defender ainda direitos iguais para homens e mulheres e a liberdade de expressão: “Os EUA sempre irão lutar pelo direito de todo o povo do mundo determinar o próprio futuro.” O presidente americano falou também sobre o papel da ONU e afirmou que a instituição pode ser um “lugar no qual nos focamos naquilo que nos divide ou naquilo que nos une”.

Ele pediu aos países que redobrem os seus esforços para melhorar o trabalho da instituição no mundo.

AFP

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Apenas dois partidos sobrevivem.

O rumo político angolano tende cada vez mais para a bipolarização. MPLA e UNITA são os grandes vencedores com a nova Constituição e com a tendência do voto útil.

Em mil novecentos e setenta e cinco Angola tinha três movimentos políticos armados e uns quantos partidos, ou tentativas disso, de que pouca gente se lembra hoje, a grande maioria dos angolanos nunca deles ouviu sequer falar. Desapareceram. A força das armas e a lógica da altura impôs-se.

As franjas da guerra fria a que o país esteve sujeito contribuíram com a sua parte. Depois, a partir de mil novecentos e noventa e dois, com a abertura política, foram surgindo partidos para todos os gostos, chegaram às centenas. Alguns nunca realizaram um único congresso e desconfia-se que uns tantos se limitassem ao presidente e uns três ou quatro amigos, em termos de dimensão e inserção no tecido social.

Em dois mil e oito, nas vésperas das eleições legislativas, o Tribunal Constitucional, recém-criado, entretanto, foi chamado a validar as candidaturas ao parlamento. O resultado foi que de entre as centenas de partidos candidatos apenas catorze concorrentes foram apurados. De entre os que ficaram de fora, houve os que não tinham reunido o número necessário de assinaturas, os que tinham os processos apresentados de forma irregular, os que falsificaram dados e assinaturas e os que afinal eram apenas alas de partidos.

De entre os catorze concorrentes apenas cinco receberam votos suficientes para eleger deputados e apenas seis escaparam à lei da extinção que determina que partidos com menos de 0,5 por cento do total dos votos válidos estão sujeitos a ser extintos. Oito forças políticas tiveram, assim, o seu desaparecimento da lista dos partidos em Angola. De entre essas forças, algumas eram coligações, o que significa que na verdade foram muito mais que oito os partidos extintos.

Selecção natural
Nos dias de hoje, o que se pode dizer, com objectividade, é que Angola tem dois partidos políticos, devidamente enraizados, com representação em todo o território e com quadros para executar tarefas de mobilização e para os manter visos e activos.

O MPLA e a UNITA são os únicos partidos que todos os angolanos conhecem, os outros são mais ou menos conhecidos num ou noutro ponto do país, num ou noutro ponto da cidade.

Estes dois partidos capitalizam, neste aspecto, com o seu passado de guerrilha até à independência e com a guerra civil que protagonizaram. O MPLA, por força de ser governo e da defesa do Estado, criou e sedimentou as suas estruturas em todos os pontos de Angola, em todas as classes e em todas as esferas da vida nacional. A UNITA, no seu combate ao governo, durante vinte e três anos (de mil novecentos e setenta e cinco a dois mil e dois), estendeu as suas estruturas de guerrilha e partidárias por todo o território, ainda que em surgimentos esporádicos em alguns sítios. Esta presença, mesmo que violenta, fez com que os angolanos convivessem e convivam com a certeza da sua existência.

Até mil novecentos e noventa e dois, onde estivesse um deles, MPLA ou UNITA, nenhuma outra força partidária poderia existir.

É esta presença constante na realidade dos angolanos que poderá fazer a diferença num futuro próximo, aquele em que muitos dos partidos de hoje irão, simplesmente, apagarse. Trata-se de uma espécie de selecção natural em curso que deverá ser potenciada pela nova Constituição presidencialista.

No entanto já não será a força das armas a demarcar territórios, será a força do voto popular e nisso, o que se adivinha é como a força do OMO ou da Pepsdodente. Ainda há angolanos que mandam os filhos comparar OMO Skip, ou Pepsodente Colgate.

Para muita gente, detergente é sinónimo de OMO e pasta de dente é sinónimo de Pepsodente. A antiguidade e a persistência têm os seus ganhos.

Para muitos angolanos, a política ainda significa MPLA e UNITA apenas, o resto vem depois. Este factor do subconsciente tem o seu peso, não deve ser menosprezado.

Porque apenas dois?
Não se pode determinar que a vida política angolana se restringirá apenas a dois partidos, mas a “vida política angolana importante” não deverá fugir muito disso e os sinais vão já surgindo.

Nos últimos dias, com o debate sobre a nova Constituição, tudo o que se vê é MPLA e UNITA, os outros partidos simplesmente se eclipsaram.

Os POC lá surgiram na Terça Feira passada, 22, para falar das eleições indirectas atípicas, um assunto em que o MPLA já evoluiu para as directas com fotografia do cabeça de lista no boletim para a escolha do presidente. Os POC estão atrasados pelo menos duas semanas. Dos outros partidos na oposição, incluindo o PRS e a FNLA, com assento parlamentar, o silêncio e a falta de ideias são totais. A Nova Democracia – Coligação Eleitoral que no princípio do ano ainda deu algum ar de si, simplesmente desapareceu. É esta nulidade de ideias políticas que vai determinar o estreitamento do cenário político.

A falta de destreza na promoção das suas imagens e das suas mensagens, tem feito com que os partidos não consigam manter-se notícias, nem sequer no “passa palavra”. A estratégia parece ser a de ressurgir perto das eleições, mas será tarde demais. O eleitorado vai tê-los como meros oportunistas em busca das verbas eleitorais atribuídas pelo Estado. Além disso, o novo sistema de votação, o sistema presidencialista do Estado que emergirá, seguramente, da nova Constituição e a forma como isso estruturará a mentalidade e o juízo do eleitor, fará com que o voto obedeça a impulsos e escolhas diferentes dos que valeram em dois mil e oito.

O voto útil e a separação das águas
Quando o eleitor estiver no momento do voto, quando tiver consciência do que está em jogo, votará no seu partido, em primeiro lugar, mas, e sobretudo nas segunda e terceira eleições da Terceira República, tenderá a votar útil. E o voto útil servirá para colocar um partido no governo ou para reforçar o partido que fará oposição.

O eleitor, perante o desafio de eleger num único acto e num único boletim o Presidente da República e Parlamento, tenderá a fazer com que o seu voto seja útil, não o desperdiçará com partidos que em nada influenciarão a sua vida e muito menos em partidos de ocasião eleitoral, os pré-extintos.

O que assistiremos será uma concentração de votos nos dois grandes partidos, naqueles em que o eleitor sentirá que podem fazer alguma diferença. A orientação do voto fará com que os próprios partidos pequenos sintam necessidade de se coligarem para obter forças.

Nas possíveis coligações, e pelo pouco que se vai percebendo dos discursos dos partidos pequenos, seria de esperar que a grande maioria, vistas as impossibilidades de vingar a solo, tendessem a aliar-se à UNITA para enfrentar o adversário comum, o MPLA.

Não seria difícil, estes partidos existem sem se terem definido como sendo de esquerda, de direita, ou tendo esta ou aquela identificação ideológica, existem e ponto final.

Seria assim, numa primeira leitura, mas o exemplo do PREA (Partido Republicano de Angola) de Carlos Contreiras, dias antes das eleições legislativas passadas, em que no espaço de uma semana fez publicar o seu apoio “amoroso” ao MPLA e depois de este partido ter dito que isso não o aquecia nem arrefecia, fez publicar um outro documento, violento, a atacar o partido dos camaradas, as coisas podem merecer outras leituras.

Muitos dos líderes das centenas de partidos registados foram militares das FAPLA e outros até são apontados como tendo sido funcionários da Segurança do Estado. Isto e o facto de alguns terem tido papéis de destaque nas fileiras do MPLA, ou da sua juventude, pode bem levá-los a aliar-se aos camaradas na hora da verdade.

Os partidos mais “intelectuais”, mais urbanos, dificilmente apoiarão a UNITA destes nossos dias.

Tudo isso, a consciência e a necessidade da parte do cidadão de votar útil, e os arranjos entre os partidos ou seus membros, fará com que se reduza o número de formações a pedir-nos o voto.

Inércia própria
A esmagadora maioria dos partidos angolanos não tem a mais remota possibilidade de merecer a confiança dos eleitores ao ponto de os colocar a governar o país. Não têm o capital da história, não têm quadros conhecidos, com ideias ou com trabalhos reconhecidos e respeitados pelos angolanos. Não têm capacidade para mobilizar quadros nas universidades e partido que não recruta universitários morre. É aí que está a força da juventude, é aí que está o potencial de ideias renovadoras.

Quem do PACOPO inspira confiança aos angolanos para governar o país? Quem votaria no seu líder para a Presidência da República? Somado ao facto de nada terem para oferecer, estes aprimoraram a arte do desnorte.

Só isso justifica que não aproveitem o actual debate para fazer circular as suas ideias, para se fazerem sentir.

O seu silêncio é a sua condenação, ou podem estar silenciosos por estarem já condenados. Angola tende para a bipolarização política, os partidos pequenos têm responsabilidades nisso. E é confrangedora a sua falta de lucidez quando não aproveitam sequer a discussão em torno da Constituição para solicitarem a abolição da lei dos 0,5 porcento, a guilhotina que pende sobre as suas cabeças. Os que tentaram fazer-se ouvir foi para falar das “atípicas”, assunto ultrapassado.

José Kaliengue

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EUA colocam consultor-residente em Angola para apoiar finanças.

O Departamento do Tesouro dos EUA vai dispor de um consultor-residente em Angola para trabalhar “estreitamente” com o Ministério das Finanças e Banco Nacional de Angola, informou a embaixada americana em Luanda.

O técnico norte-americano do Departamento do Tesouro tem por missão “apoiar os esforços de Angola em melhorar o seu sistema de emissões de títulos da dívida e de gestão da dívida”, adianta a representação diplomática norte-americana.

Para consumar o início do trabalho do concultor-residente do Departamento do Tesouro dos EUA deverá ser assinado um documento com os termos de referência do destacamento do funcionário de Washington em Angola, cerimónia que estava prevista para hoje e foi cancelada sem justificação.

Quando iniciar funções, situação que está dependente da assinatura dos termos de referência, para a qual não foi divulgada nova data, o perito norte-americano “vai trabalhar estreitamente tanto com o Ministério das Finanças como com o Banco Nacional de Angola”.

Ainda de acordo com a embaixada dos EUA em Luanda, o consultor-residente, cujo destacamento deverá durar entre dois a cinco anos, “terá por base a profunda experiência no sector financeiro dos EUA e do mercado internacional”. O “apoio técnico ajudará Angola a refinar e a implementar a estrutura de gestão da dívida, que o Governo de Angola determine como a mais adequada”, aponta ainda.

O Departamento do Tesouro dos EUA presta este tipo de apoio técnico a vários países por todo o mundo e onde, sempre de acordo com a embaixada americana, os países em desenvolvimento “fortalecem a sua economia de mercado”.

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Carlos Feijó «fura» Comissão Constitucional

O presidente da Comissão Técnica da Comissão Constitucional, Carlos Feijó, não cumpriu a deliberação deste órgão que é contra a intervenção pública dos seus membros em matérias conflituantes ligadas às propostas sob análise.

O alerta pertence aos membros da Comissão Técnica da Comissão Constitucional indicados pela UNITA que segunda-feira, em conferência de imprensa, reagiram à posição do jurista Carlos Feijó no programa Cara-a-Cara, da TV Zimbo, inerentes às disposições transitórias e ao conteúdo de algumas propostas.

Um destes membros, Cláudio Henriques da Silva, lembrou que a instituição não se reúne em plenário há mais de 30 dias, argumentando que isso pode “beliscar” a acção colegial e comprometer o cumprimento do calendário e da metodologia de trabalhos estabelecidos.

No que tange às declarações de Carlos Feijó, que também “condicionam” a realização da eleição presidencial e a conclusão do processo constituinte, Cláudio Henriques da Silva diz que “são pessoais e não foram discutidas pela Comissão Técnica”.

De acordo com o também membro da Comissão Permanente da UNITA, a proposta de eleição atípica não consta dos documentos oficiais legítimos remetidos pelos partidos políticos com assento na Assembleia Nacional. “A eleição do Presidente da República é um acto de soberania do povo angolano que os poderes públicos já decidiram organizar, ainda em Dezembro de 2007, quando foram marcadas eleições separadas para eleger os deputados e o Presidente da República”, disse.

Neste âmbito, referiu não existir nenhum impedimento técnicojurídico, nem político, para que não se realize a eleição presidencial estando em funções um Governo já eleito.

“Do ponto de vista jurídico-constitucional, a convocação da eleição presidencial é uma necessidade imperativa e urgente imposta pelo regime político vigente e pela Lei Constitucional”, defendeu acrescentando que com a não concretização esse acto o Presidente da República está a beliscar a legitimidade da ordem política estabelecida. Para Cláudio Henriques da Silva, a proposta de eleição atípica do Presidente da III República padece de desconformidade legal por falta de competência absoluta do órgão que a formulou.

É evidente que tal proposta deve ser rejeitada porque, nos termos dos artigos 8º e 9º da Lei nº 2/09, de 6 de Janeiro, o poder constituído, Presidente da República, não tem competência para apresentar, nesta fase, propostas e contribuições ao projecto de Constituição da República de Angola.

Cláudio Henriques da Silva informou que relativamente às propostas de disposições transitórias que regulam os mandatos vigentes dos órgãos electivos do Estado, a Comissão Técnica da Comissão Constitucional apenas recebeu uma, a da UNITA, que ainda não foi objecto de discussão. “Nenhum outro partido ou órgão do Estado apresentou, em tempo útil, propostas formais reguladoras dos mandatos vigentes, nos termos estabelecidos pelos artigos 8º e 9º da Lei 2/09, de 6 de Janeiro”, acrescentou.

O jurista concluiu dizendo que, nos termos da Lei Constitucional da República de Angola, somente o povo angolano tem legitimidade para eleger o Presidente da República.

Fonte: AngoNotícias

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Investimento directo no estrangeiro quadruplicou em 2008

O investimento directo de Angola no estrangeiro atingiu 1,2 mil milhões de dólares no ano passado, cerca de quatro vezes mais do que em 2007.

O aumento do investimento directo no estrangeiro de Angola em 2008 reflectiu a expansão sem precedentes da entrada de receitas petrolíferas. Embora o investimento directo estrangeiro em Angola represente 1,9 mil milhões de dólares, três por cento do PIB, a grande evolução verificou-se no sentido inverso, de Angola para o estrangeiro.

Um estudo da agência portuguesa de comércio externo (AICEP), indicam que em 2007 o IDE angolano se situou em 331 milhões de dólares, mais do que triplicando em relação ao ano anterior. «Até 2004, Angola assumia um papel de relevo enquanto destino do investimento estrangeiro, mas a partir de 2005 o sentido dos fluxos inverteu-se completamente, assistindo-se actualmente a um movimento de reforço dos investimentos angolanos no exterior», sublinha o AICEP.

O processo de internacionalização, através de fortes investimentos em sectores estratégicos, está relacionado com a expansão da riqueza petrolífera do país, que atingiu no ano passado o valor mais alto de sempre, graças aos preços recorde do petróleo nos mercados internacionais.

Os Estados Unidos são o principal destino das exportações angolanas (34,9 por cento em 2007, segundo a Economist Intelligence Unit), devido ao fornecimento de petróleo, mas a China, em segundo lugar, «vem-se aproximando cada vez mais». Portugal recuperou em 2007 o lugar de principal fornecedor de Angola, posição que tinha perdido nos três anos anteriores para os Estados Unidos (2006) e Coreia do Sul (2004 e 2005).

Fonte: Diário Digital

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Sonangol compra 20% do bloco participado pela Galp em Angola

A petrolífera estatal Sonangol vai comprar os 20% que a Marathon Oil detém no bloco 32, em Angola, e que se previa serem vendidos a duas empresas chinesas. A Galp detém uma participação de 5% no bloco.

“Vamos comprar essa participação”, comentou à Reuters um porta-voz da Sonangol, mas sem especificar quando é que o acordo será concluído. A petrolífera já tem 20% naquele bloco offshore de águas profundas, elevando assim a sua posição para 40%.

A Marathon Oil tinha anunciado em Julho a possibilidade de vender a sua participação no bloco às empresas chinesas Sinopec e China National Offshore Oil Corporation (CNOOC), por 1,3 mil milhões de dólares, mas a Sonangol exerceu o seu direito de recusa ao negócio e anunciou agora que adquire essa posição.

A Marathon, quarta maior petrolífera dos Estados Unidos, vai manter uma posição de 10% no referido bloco, onde já foram anunciadas 12 descobertas de petróleo, avançou a empresa em Julho, citada pela Bloomberg.

Qualquer um dos parceiros da Marathon neste bloco poderia ficar com os 20% da norte-americana se igualasse a oferta e exercesse o direito de preferência. A Galp é quem detém uma posição mais pequena, com 5%. A operadora do bloco é a Total, com 30%. A estatal angolana Sonangol detém 20% e uma unidade da Exxon Mobil detém 15%.

Os 12 poços descobertos até agora no bloco 32 são o Louro, Cominhos, Caril, Gindungo, Canela, Cola, Gengibre, Mostarda, Salsa, Colorau, Manjericão e Alho. Na exploração “offshore” em Angola, a Galp Energia está presente no bloco 32, bloco 33, bloco 14 e bloco 14K/A-IMI.

A Galp Energia concentra a sua actividade em Angola em duas empresas principais: a Petrogal Angola e a Sonangalp. A Petrogal Angola, detida pela Petrogal (88,7%) e pela Galp Exploração (11,3%) assegura a gestão das participações das restantes empresas e a comercialização de lubrificantes.

A Sonangalp é detida pela Petrogal Angola (49%) e pela Sonangol (51%). A sua actividade centra-se na distribuição e comercialização de combustíveis líquidos e lubrificantes e na exploração de postos de abastecimento e estações de serviço. O grupo detém ainda um participação minoritária (0,44%) na Fina – Petróleos de Angola, que tem por actividade a refinação, armazenagem e distribuição de produtos petrolíferos.

Fonte: Jornal de Negócios

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Washington Adverte Políticos Quenianos

O governo americano anunciou que enviou cartas a 15 destacados dirigentes quenianos que são visto como estando a impedir a concretização de reformas governativas chave. O embaixador americano no Quénia adiantou, a propósito, que o governo americano irá proibir a entrada no país a alguns dos visados, nas próximas.

As referidas cartas foram enviadas a entidades quenianas e foram assinadas pelo secretário de Estado adjunto americano para os Assuntos Africanos, Johnie Carson (na foto), e não faz qualquer referência às potenciais proibições de entrada nos EUA, mas adverte-os de que “o seu futuro relacionamento” com Washington depende do seu comportamento em ajudar o processo de reformas políticas no Quénia.

Muito embora os nomes dos destinatários das cartas não tenham sido revelados, o embaixador americano Michael Ranneberger disse que se incluem secretários permanentes de ministérios, de membros do Parlamento e outras destacadas personalidades.

O anúncio agora feito segue-se a meses de ameaças feitas por destacados elementos da administração americana relativamente a alguns líderes quenianos, pressionando-os a avançar com as reformas que estão a causar uma grande tensão nas relações entre os dois países.

Entre os passos que os EUA querem ver dados destaque para a revisão das instituições policiais e judiciais, o combate à corrupção, a criação de uma comissão eleitoral permanente, a finalização da revisão da constituição e a apresentação à justiça dos responsáveis pela violência política.

Disse o embaixador americano: “Estes passos reflectem a mensagem do presidente Obama e da Secretária de Estado Clinton enviada repetida e claramente: de que estamos profundamente preocupados pela ausência da implementação de elementos chave das reformas e, embora queiramos ajudar o processo, não iremos ficar de braços cruzados face aqueles que não apoiam as reformas e que apoiam a violência como meio para atingir fins políticos.”

As referidas reformas são parte integrante do acordo que foi mediado pelo antigo secretário-geral da ONU, Kofi Annan, e pôs termo a impasse post-eleitoral entre o presidente Mwai Kibaki e ao agora primeiro-ministro Raila Odinga, com o objectivo de pôs fim a semanas de violência política.

De novo o embaixador Ranneberger: “Se prestarem atenção, estas cartas estão datadas de Washington. Existem uma crescente frustração ao mais alto nível. Apesar da retórica e das declarações feitas pelas comissões, quase nada aconteceu!”

O embaixador americano em Nairobi adiantou ter já recebido alguns telefonemas de pessoas visadas. Manifestando disposição em dialogar.

Por Filipe Vieira

VOA

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Friday, September 25, 2009

Louçã aponta incómodo e promete não se calar

As declarações de Francisco Louçã foram alvo de um ataque na imprensa escrita de Angola depois de o líder bloquista ter apontado a existência do que considerou ser um favorecimento do Governo português às movimentações e interesses do capital angolano em Portugal. Ontem à noite, Louçã prometeu não se deixar silenciar e continuar a falar “em nome da democracia e da economia”.
“O que é que há-de levar o jornal mais importante de Angola, país tão rico e tão pobre, com tanta corrupção, com tanta desgraça, com tanta gente generosa e com tanta falta de democracia, o que é que há-de levar o Presidente de Angola a mandar o jornal do seu partido e do seu Governo insultar o BE”, questionava na Madeira o líder do Bloco.
A polémica está relacionada com as declarações de Francisco Louçã durante o debate televisivo com José Sócrates. Com as Legislativas ainda em pré-campanha, o coordenador do BE questionou o candidato socialista e primeiro-ministro português a propósito da privatização da Galp, manifestando a sua oposição a um negócio que considerou servir os interesses do Presidente angolano José Eduardo dos Santos e do empresário Américo Amorim.

A reacção de Luanda partiu do Jornal de Angola, detido pelo Governo. Num editorial do director José Ribeiro, o único diário do país lamentava este domingo que houvesse em Portugal quem estivesse interessado em envolver Angola na campanha das Legislativas com “declarações a roçar o insulto”.

Sem referência a nomes ou partidos, o director do jornal refere que “em Portugal há políticos que não conseguem dormir descansados enquanto existirem empresas e empresários angolanos a fazerem o seu trabalho” e “recusam ou ficam preocupados com a entrada de capitais angolanos em empresas ou grupos económicos portugueses”.

Na opinião de José Ribeiro, “os que tentam arrastar Angola para a campanha eleitoral em Portugal mereciam uma resposta à letra, quanto mais não seja pela falta de pudor. Mas até ao contar dos votos, vamos ficar em silêncio. Até porque temos esperanças de que os eleitores portugueses lhes dêem, por nós, a resposta merecida”.

“Não haverá negócio escandaloso que não suscite a voz do BE”

Na resposta a este texto, o dirigente do Bloco fez questão de sublinhar que “o BE incomoda até em Angola”, com o único diário do país a “dedicar um editorial inteiro contra a campanha do BE”.

“Soube esta noite que a força desta campanha é tão grande que ela chega a qualquer lugar do país, já sabia, mas deixem dizer-vos que até noutros países se sente a força da campanha do BE”, declarou Francisco Louçã no jantar-comício que ontem teve lugar no Funchal, reforçando a acusação deixada durante a fase de pré-campanha.

“Eu sei o que ele tem a temer, José Eduardo dos Santos tem medo, é verdade, José Eduardo dos Santos ocupa a presidência de sem ter sido eleito há 17 anos, mas o que mais o incomoda é que o BE se opôs a privatização das gasolinas em Portugal porque José Sócrates quis dar a Américo Amorim, o homem mais rico de Portugal, associado a José Eduardo dos Santos, um terço de uma empresa que é nossa, que é de todos os portugueses, vendeu-lha por tuta-e-meia”, apontou o bloquista.

Sublinhando que “todos os dias quando se põe gasolina na Galp, lá estamos a perder uma parte do dinheiro para a especulação, uma parte do dinheiro para o abuso dos preços, uma parte do dinheiro para os lucros destes empresários, quando esse dinheiro devia servir para todos”, Louçã deixou um último recado: “Nós vamos sem medo, com coragem, não haverá nenhum negócio escandaloso que não suscite a voz do BE em nome do nosso povo e da nossa responsabilidade, em nome da democracia e da economia”.
louca2

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