Monday, May 4, 2009

Obama salva Chrysler casando-a com a Fiat

O presidente norte-americano, Barack Obama, anunciou hoje a declaração de falência da construtora automóvel Chrysler e, simultaneamente, uma aliança com a FIAT para assegurar a sobrevivência do grupo norte-americano e fazer dele o sexto a nível mundial.

A operação de salvação de uma das três grandes construtoras de Detroit prevê uma tomada de participação inicial de 20 por cento que pode subir até aos 35 por cento da Fiat na Chrysler, uma outra de 8 por cento do governo norte-americano (uma sua intervenção histórica na indústria automóvel) e uma de 2 por cento do governo canadiano, indicou a Casa Branca.

Um novo fundo para garantir a cobertura de saúde dos reformados da Chrysler receberá 55 por cento.

O governo norte-americano declara-se pronto a conceder 8 mil milhões de dólares suplementares à sobrevivência da Chrysler, durante a declaração de falência e depois.

Segundo altos responsáveis da administração, o plano não prevê a supressão de empregos.

O objectivo de Washington, segundo fontes oficiais, é assegurar que a falência dure entre 30 a 60 dias, um período curto e “cirúrgico”.

Esta declaração de falência não é “um sinal de fraqueza, antes mais um passo na via claramente traçada que leva à sobrevivência da Chrysler”, disse Obama.

Como a administração tem os sindicatos e os principais credores do seu lado, “este processo será rápido, será eficaz, destina-se a tratar com os últimos refractários (nos termos actuais da reestruturação) e será controlado”, disse.

Quanto à parceria com a Fiat “há grandes hipóteses de sucesso”, assegurou.

Segundo um comunicado da Casa Branca, a Fiat vai oferecer à Chrysler o acesso à sua rede de distribuição mundial, graças ao seu know-how tecnológico e construir nas fábricas norte-americanas novos veículos que consumam menos e respondam melhor à procura do momento.

Com 38 mil trabalhadores nos Estados Unidos, a Chrysler, vítima tal como o “número um” norte-americano General Motors da crise económica, da queda das vendas e dos seus erros estratégicos, bate-se há meses pela sobrevivência.

Seguindo a orientação da administração Bush, o governo Obama aceitou vir em auxílio da Chrysler que recebeu quatro mil milhões de dólares. Em troca da manutenção da ajuda federal, Chrysler e GM (General Motors) tiveram de apresentar planos de reestruturação drásticos.

 Obama deu até hoje à Chrysler, e um mês mais à GM, para apresentarem projectos de que voltariam a ser viáveis e não teriam mais necessidade do dinheiro dos contribuintes.

Os sindicatos assim como os grandes bancos fizeram concessões.

Contudo, na quarta-feira, véspera do prazo governamental, as últimas negociações sobre as dívidas da Chrysler falharam.

Segundo um alto responsável da administração, uma parte dos credores da Chrysler recusaram a oferta do Tesouro de receber 2,25 mil milhões de dólares em dinheiro vivo em troca de anular os 6,9 mil milhões da dívida.

O governo chegou então à conclusão que a melhor solução para a Chrysler era prosseguir os esforços de reestruturação colocando-a sob a protecção ao abrigo do capítulo 11 da lei de falências dos Estados Unidos.

Todavia, Obama, confrontado com a pior recessão desde os anos 30, é acusado pelos seus adversários de um intervencionismo sem precedente nos assuntos económicos.

Posted by Julinho at 00:30:16
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One Response to “Obama salva Chrysler casando-a com a Fiat”

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