Barack Obama encerra convenção democrática em data histórica
Barack Obama aceitou a nomeação do partido perante cerca de 80 mil pessoas, numa noite quente que ficará para a História
Barack Obama falou esta noite no encerramento da convenção do Partido Democrata, em Denver, perante 80 mil pessoas. Recuperar o sonho americano e evitar um “terceiro mandato” para as políticas de George W. Bush pela mão de John McCain foram as ideias que ligaram o discurso de aceitação da nomeação como candidato do partido à Casa Branca.
O senador do Illinois, de 47 anos, foi recebido em apoteose pelos milhares de pessoas que acorreram ao Estádio Invesco Field para ouvir o discurso mais importante da sua breve carreira política.
“É com profunda gratidão e grande humildade que aceito a nomeação para a Presidência dos Estados Unidos”, começou por dizer Obama numa noite cuja data está marcada por encontros com a História.
O dia de ontem coincidia com os 45 anos do famoso discurso do activista negro Martin Luther King. A 28 de Agosto de 1963, o mais conhecido dos defensores dos Direitos Humanos nos Estados Unidos pronunciava as palavras “I have a dream” (“Eu tenho um sonho”).
Para os livros, é uma noite em que a partir de agora também ficará assinalado que um negro iniciou a disputa da Presidência dos Estados Unidos.
Obama fala do sonho americano
O sonho americano de Martin Luther King foi uma das linhas que conduziu as palavras do senador do Illinois.
A um estádio com lotação esgotada, Barack Obama sublinhou que os oito anos de políticas republicanas “ameaçaram o sonho americano” e advertiu os norte-americanos para a continuidade dessas políticas pelo republicano John McCain, caso este vencesse a corrida para a Casa Branca.
Acusando a linha republicana de estar a colocar em perigo a economia da nação e enfraquecer a sua posição no xadrez mundial, Obama gritou a uma multidão em delírio: “América, nós somos melhores do que estes últimos oito anos. Nós somos um país melhor do que isso”.
Sem poupar críticas à forma como a Administração do Presidente George W. Bush está a conduzir os Estados Unidos, Obama advertiu depois para o perigo de uma vitória do seu adversário nas eleições de 4 de Novembro: a continuidade da actual gestão republicana no que seria de facto um terceiro mandato da Administração Bush.
“Na próxima semana, no Minnesota, o mesmo partido que vos deu dois mandatos de George Bush e (do vice-presidente) Dick Cheney vai pedir a este país um terceiro (mandato) e nós estamos aqui porque amamos este país demasiado para permitir que os próximos quatro anos sejam iguais aos últimos oito”, afirmou Obama para lançar a ordem de chamada: “A 4 de Novembro vamos dizer ‘oito é suficiente’”.
Linhas gerais para um mandato democrata
Acusado constantemente pelos republicanos de não apresentar qualquer ideia concreta para além do slogan da “mudança”, o candidato democrata aproveitou o palco para traçar um esboço das suas ideias para a economia e para a política externa norte-americanas.
Em termos económicos, Obama rejeitou uma visão de saúde baseada “no número de milionários” que proliferam nos Estados Unidos. O senador do Illinois garantiu antes uma revitalização daquela esfera assente em ideais que vão de encontro à iniciativa privada “de quem quer começar um negócio” ou que defendem “a empregada que pode tirar um dia de trabalho para ficar com o filho sem perder o emprego”.
“Uma economia que honre a dignidade do trabalho”, anunciou.
Obama prometeu ainda um corte nos impostos que deverá abranger cerca de 95 por cento das famílias da classe média americana e um plano que em 10 anos porá fim à dependência do país em relação ao petróleo do Médio Oriente.
No que respeita à guerra no Iraque, Obama pugnou pelo final do conflito enquanto minava o terreno favorito de McCain, a segurança nacional, acusando os republicanos de nada terem conseguido no seu combate ao inimigo número 1 dos Estados Unidos, Osama Bin Laden.
“John McCain gosta de dizer que vai seguir Bin Laden até às portas do Inferno, mas não vai sequer conseguir seguí-lo até à caverna onde ele vive”, sublinhou o democrata.
Fina ironia de Al Gore no Estádio Invesco Field
O antigo candidato à Casa Branca e ex-vice-presidente Al Gore subiu ao palco do estádio para falar dos perigos de uma eleição muito apertada, assunto que afirmou com humor conhecer bem demais. Al Gore perdeu a Presidência para George W. Bush numa contagem que ainda hoje deixa muitas dúvidas.
O momento mais humorado da noite terá no entanto pertencido ao democrata conhecido pela sua dedicação à causa ecologista, quando se referiu a um eventual novo mandato dos republicanos: “Eu acredito na reciclagem, mas isto é ridículo”.
O Presidente da República, José Eduardo dos Santos, considerou hoje, em Beijing, a China uma parceira importante para a reconstrução nacional e para o futuro de Angola.
“Não é só um parceiro a ter em conta, é já um parceiro importante para a reconstrução nacional, para o futuro desenvolvimento de Angola”, acrescentou José Eduardo que está em Beijing, onde assistiu, sexta-feira, a abertura dos Jogos Olímpicos de Verão.
Acrescentou que a China é um país amigo, uma nação que acredita no povo angolano e confia nos seus dirigentes e que “como nós está disposta em estabelecer parcerias úteis para o desenvolvimento de ambos”.
O Chefe de Estado enfatizou que existem contratos e projectos de entendimento em várias áreas da cooperação.
Relativamente aos jogos, asseverou ser uma “grande manifestação” de solidariedade, amizade e sobretudo de entendimento entre todos os povos, do reforço da paz e da amizade.
“Gostei do espectáculo de abertura, foi uma cerimónia magnífica, bem organizada e com muita imaginação. Houve muita criatividade, aproveitando-se os avanços da ciência e da tecnologia”, referiu.
Sobre o jogo que presenciou, onde o combinado nacional feminino de andebol perdeu com a França por 32/21, o presidente disse esperar por melhores resultados nos próximos desafios.
O corpo técnico deve reflectir sobre o estado de preparação e capacidade competitiva da equipa, ressaltou o estadista angolano, que se faz acompanhar da primeira dama, Ana Paula dos Santos.
Angop
O presidente UNITA, Isaías Samkuva (na foto), sustentou a necessidade de se mudar o regime por ocasião da eleição que se avizinha como remédio ao actual quadro de uma «corrupção institucionalizada».
Exprimiu esta tese no discurso que marcou ontem o arranque oficial da campanha eleitoral do seu partido, o maior da oposição em Angola.
Estimou que a organização do galo negro é a formação que está melhor posicionada para essa tarefa.
Na cerimónia marcada pela presença de cerca de 400 pessoas, entre militantes e simpatizantes do partido, considerou que, “os grandes problemas nacionais são a exclusão social, a pobreza, o desemprego, o sistema de educação e a corrupção”.
Mais de 68 % da população angolana, argumentou, vive na “pobreza extrema” e a taxa de analfabetismo está estimada em 58 % em contraste com a média africana que é de 38 %.
Acrescentou que entre 1997 e 2001, Angola consagrou à educação uma média de 4,7 % do seu orçamento contra a média de 16,7% nos demais países que integram a Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC).
“Para além de limitados, esses recursos enfermam também de iniquidade na sua distribuição, sendo que para o litoral Angola disponibilizou 15 dólares per capita, enquanto no interior, cifrou-se em cinco dólares, o que é uma política discriminatória que resulta da cultura de exclusão”, frisou.
Quanto ao sistema de saúde, referiu que Angola disponibiliza apenas 3 a 4 % do seu orçamento para o sector.
Estado patrimonialista, jornalistas presos
“Angola, ao invés de um Estado de direito, tornou-se num Estado patrimonialista, mal governado, com um baixo índice de desenvolvimento humano, onde os jornalistas ainda são presos”, disse.
Ainda no domínio da economia, apontou que esta continua a crescer, mas “mal” quer na estrutura da produção interna, quer na distribuição da riqueza nacional.
A título de exemplo, o sucessor de Jonas Savimbi sublinhou que mais de 80 % do PIB (Produto Interno Bruto) é produzido por estrangeiros e mais de 90 % da riqueza nacional privada “foi subtraída do erário público e está concentrada em menos de 0,5 % de uma população de cerca de 18 milhões de angolanos”.
“A política económica em curso não garante a integração digna da juventude na sociedade, nem lhe assegura o primeiro emprego e não promove o desenvolvimento descentralizado do território”, considerou Samakuva.
Denunciou, ainda, que o acesso à “boa” educação, aos condomínios privados, ao capital accionista dos bancos e das seguradoras, grandes negócios e licitações de blocos petrolíferos está limitado a um grupo “muito restrito” de famílias ligadas ao regime no poder.
“Por tudo isso”, defendeu que o país “inteiro” pretende mudar esse quadro, garantindo que “apenas a UNITA está em condições de mudar de regime em Angola”.
Acabar com a crise social
“O povo está melhor colocado para operar a mudança, porque é ele que sofre todos os dias, não tem casa, emprego e comida”, disse.
No seu ponto de vista, a UNITA é “o único (partido) que pratica a paz e reconciliação”, prometendo que, uma vez no governo, “assegurará os lucros das empresas e que os actuais governantes do MPLA terão os seus postos de trabalho garantidos e muitos (…) serão promovidos”.
Referindo-se particularmente ao regime político instituído no país, Samakuva considerou que apesar de parecer “muito poderoso” e com “muito dinheiro” e propaganda é “fraco”.
“Por isso o povo vai mudá-lo com uma arma bem simples e de papel, o voto”, justificou.
Nessa perspectiva, salientou que as eleições de Setembro do ano em curso são “mais importantes” do que as de 1992 porque estas visavam acabar com a guerra e estas têm como objectivo acabar com a crise social, através da mudança de regime.
“A mudança que o povo quer (…) é um país em que a riqueza seja distribuída equitativamente por todos e não apenas por alguns”, acrescentou Isaías Samakuva.
O líder da UNITA prometeu ainda aos angolanos combater a pobreza, garantir a educação para os jovens além de habitação e saúde.
“A UNITA tem alternativas para o país, quadros preparados para governar, porque acredita que Angola é de todos e não obra de um só partido e resulta do diálogo entre todos os angolanos”, concluiu.
Apostolado
O Produto Interno Bruto Per Capita de Angola passou de 1.500 dólares, em 2002, para 3.500 dólares, em 2007, o que representa mais do que o dobro. A informação foi prestada pelo director do gabinete de estudos do Ministério das Finanças, Manuel da Costa, que ressalta os progressos da economia nos últimos cinco anos.
No tocante à proporção PIB/desenvolvimento humano, esclareceu que, em 2002, havia um desfasamento de 38 posições, mas, em 2005, fruto dos investimentos que o Governo canalizou para o sector social, Angola melhorou cinco posições no ranking de desenvolvimento humano da ONU.
Entre 2004 e 2007, a economia nacional acumulou um crescimento de 92,4 por cento em termos reais. Num horizonte de apenas quatro anos, a economia quase duplicou o valor do seu Produto Interno Bruto (PIB), tendo uma taxa média anual de variação real de aproximadamente 17,8 por cento.
Só em 2007, a economia angolana absorveu 24,6 mil milhões de dólares em investimentos públicos e privados, o que representa aproximadamente o triplo do ano anterior, em que o mercado recebeu 8,6 mil milhões de dólares.
Deste montante, o Governo investiu 7,4 mil milhões, contra os 5,8 mil milhões do ano anterior, enquanto o sector privado empregou 17,2 mil milhões contra 1,2 mil milhões de dólares de 2006.
Em consequência desse boom, o stock de empregos no país atingiu os 5 milhões e 400 mil, sendo o sector agrícola, com 4 milhões e 815 mil, o que mais empregos criou.
O Índice de Desenvolvimento Humano de Angola passou de 0,381, em 2002, para 0,446 em 2005, fruto da execução, pelo Governo, do programa de investimentos públicos nos sectores da educação e saúde, disse, quinta-feira, em Luanda, o director do gabinete de estudos do Ministério das Finanças, Manuel da Costa. “Embora reconheça serem ainda baixos os indicadores, assiste-se hoje uma melhoria do índice de desenvolvimento humano no país, porquanto Angola melhorou quatro posições de 2002 a 2005”, esclareceu o técnico das Finanças, para quem, de 2006 à presente data, este rácio cresceu substancialmente.
Manuel Costa considerou visível a melhoria das condições de vida das populações nos centros urbanos e no meio rural, pois, o Governo investiu e continua a investir seriamente na construção de infra-estruturas de natureza económica e social.
Em termos de afectação de recursos por sector, 27,3 por cento da despesa total do OGE/2005 foi para o sector social e em 2007 aumentou para 35,5 por cento. Em termos de variação real, explicou, de 2004 a 2005, a despesa para o sector social aumentou 121,6 por cento, de 2005 a 2006 aumentou 48,9, e de 2006 a 2007 aumentou 34,9 por cento.
No período de 2006/2007, a despesa para a educação aumentou 53 por cento, enquanto para a saúde aumentou 62 por cento, facto que permitiu melhorar os indicadores de desenvolvimento humano, como a esperança de vida à nascença, o índice de educação e a taxa de alfabetização.
Em termos absolutos, disse, em 2005, ao sector da educação foram afectados recursos no valor de 600 milhões de dólares, em 2007, a verba atingiu a cifra de mil milhões e 700 milhões de dólares.
Quanto à saúde, em 2005, o sector recebeu 400 milhões e, em 2007, os valores atingiram já um bilião e 100 milhões de dólares. No global, o sector social recebeu, em 2005, pelo menos 2,7 mil milhões de dólares, enquanto em 2007 recebeu 7,4 mil milhões.
No mesmo período, disse, num conjunto de 177 países, Angola melhorou quatro posições, isto é, de 166 para 162, e em termos absolutos, o país melhorou 0,065 pontos. “A média mundial de melhoria foi de 0,014, isto quer dizer que há progressos”, esclareceu.
Com o índice de 0,446, Angola ainda faz parte do grupo de países de desenvolvimento baixo, pois há países que já estão acima de 0,5, mas deve-se compreender a posição do país no ranking, porque esteve em guerra, daí a necessidade de não se ver apenas o índice, mas a tendência de melhoria.
JA
Lançada há dias em Lisboa, a autobiografia de Samuel Chiwale, 64 anos, ex–comandante-geral da UNITA, confirma o título seleccionado. Cruzei-me com a História relata, na primeira pessoa, a vida deste co-fundador do movimento idealizado por Jonas Savimbi. Duas histórias que se cruzam quase por completo.
Samuel Chiwale é filho de um soba “por direito e tradição”, que dava catequismo na Missão Evangélica do Bailundo - fundada em finais do século XIX - e era vendedor ambulante de gado. O pai, recorda, lembrava-lhe frequentemente que “os estudos são a única forma para se sair da situação”.Os meninos do seu tempo absorviam os ensinamentos dos mais velhos, à noite, à volta da fogueira.
Num espaço envolto pela natureza, o jovem Chiwale tocava batuque “com grande mestria”, como confessa neste livro, e caçava de forma “exímia”. Seguir as pisadas do pai era então a prioridade. Por isso frequentou a missão onde aprendeu, com a ajuda de ardósias, a língua e a cultura ovimbunda.
No que diz ter sido a maior escola africana em Angola, o Instituto Currie do Dôndi, engendrou ainda da adolescente uma greve da fome, com outros alunos, em protesto pela má qualidade da comida. Foi expulso. Mas fez a 4.ª classe e, de regresso à missão do Bailundo, tirou o curso bíblico para poder entrar no secundário, que ali era exigido.
Na sua juventude fugia das rusgas da administração colonial, que obrigavam os jovens a irem trabalhar compulsivamente “para o contrato”. Ainda chegou a ser apanhado nas levas, mas, como o pai era soba, soltaram-no. Revoltado, liderou um grupo de apedrejamento de camiões que transportavam gente para o contrato.
Nesta sua obra, que percorre todo o século XX, o autor pretende esclarecer os primórdios da UNITA para que a História de Angola, sublinha, “não se confunda, como tem acontecido, com a história do MPLA”.
Relembra o que a sua memória reteve dos acontecimentos de 1961, em Luanda e nas plantações a norte, e da prisão de seu pai, então regedor da área da Caála, “acusado de ser colaborador de Lumumba”, a detenção de professores e assassínios. Mas foi quando viu o estado do seu pai, espancado na prisão, que quis vingar-se do regime colonial.
Tencionava aderir à UPA, mas o destino quis que ficasse no então Sudoeste Africano (Namíbia) onde tinha contactos, chegando a pertencer à SWAPO e a combater em seu nome.
Conheceu Jonas Savimbi, “um intelectual de mente clara e pensamento profundo”, em 1965, tendo aderido às suas ideias, que o marcariam até hoje. Samuel Chiwale fez parte do primeiro grupo da UNITA a receber treino na China, mascarado como recruta da SWAPO. “A forma como os chineses nos tratavam levantava a nossa auto-estima”, diz. Na Academia Militar de Nanquim, chegou a juntar-se gente da “Frelimo, PAIGC, MPLA, Lumumbistas e outros.”
Regressado a Angola, sensibilizou as populações contra “o imposto”. A UNITA, que de início possuía apenas “navalhas e cajados”, tinha um sistema de mensageiros estafetas que os informavam das movimentações quer da tropa portuguesa quer do MPLA, que queria “desalojar a UNITA das suas áreas libertadas”. Da PIDE, que causou baixas entre os seus colegas de luta, o autor refere uma actuação “muito eficiente e bem informada” e desmente que o movimento tenha colaborado com esta polícia política de Salazar.
DN
O Partido da Renovação Social (PRS), segunda força politica guineense, demarcou-se hoje do governo recém-empossado da Guiné-Bissau e acusou o Presidente João Bernardo “Nino” Vieira de desestabilizar o país.
Em comunicado de imprensa, o partido liderado pelo ex-presidente guineense Mohamed (Kumba) Ialá afirmou que a constituição do novo governo, hoje empossado, “é uma estratégia” do Presidente “Nino” Vieira para adiar as eleições legislativas de 16 de Novembro.
Numa coligação com o PAIGC (Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde) e o PUSD (Partido Unido Social-Democrata), o PRS fazia parte do anterior executivo demitido pelo chefe de Estado guineense a meio da semana, na sequência de desentendimentos entre as três forças políticas. A demissão do governo foi antecedida da dissolução do Parlamento.
Para o cargo de primeiro-ministro o Presidente guineense nomeou Carlos Correia, um elemento da direcção do PAIGC, cujo governo é integrado por algumas figuras do PRS, mas que o partido diz serem “dissidentes”.
Ao governo de Carlos Correia foi atribuída a tarefa exclusiva de realizar as eleições no dia 16 de Novembro.
Para o PRS, a atitude de “Nino” Vieira na gestão da crise política que assola o país revela que este continua a pertencer às fileiras do PAIGC, assumindo-se claramente como “presidente honorário” da histórica formação política, cargo para o qual foi indicado no VII congresso do PAIGC que decorreu recentemente.
Na perspectiva dos “renovadores” guineenses, João Bernardo Vieira “viola desta forma as suas obrigações constitucionais, que lhe recomendam ser apartidário e símbolo da unidade nacional, devendo distanciar-se do jogo político-partidário”.
“O Presidente da República tem imprimido de forma insistente e permanentemente uma estratégia política de dividir para melhor reinar, nomeando, sistematicamente, dissidentes do PRS para sucessivos governos à revelia da direcção” desta formação política, lê-se no comunicado de imprensa.
Cinco elementos do PRS integram o governo hoje empossado.
Para o PRS, o governo de Carlos Correia, por ser de iniciativa presidencial, é inconstitucional, por servir apenas os interesses do Presidente “Nino” Vieira na sua estratégia de reconciliação com o PAIGC, seu partido de sempre, mas com o qual se incompatibilizou desde 1998.
O partido de Mohamed (Kumba) Ialá denuncia a “tentativa do Presidente João Bernardo Vieira de restauração, a todo o custo, de um regime autocrático de partido-Estado” na Guiné-Bissau.
A alegada estratégia de “Nino” Vieira em conivência com o PAIGC, na opinião dos “renovadores”, visa também destruir o PRS e consequentemente o seu líder, Mohamed (Kumba) Ialá.
O PRS afirma ainda no seu comunicado que alerta a comunidade internacional para as consequências que poderão advir do adiamento das eleições legislativas, através de uma estratégia do Presidente João Bernardo Vieira.
LUSA
O MPLA, vencedor das eleições legislativas de Setembro de 1992, escolheu para o arranque da sua campanha eleitoral a cidade mártir do Kuito, capital da província do Bié, no coração de Angola.
Segundo o membro do grupo de acompanhamento do Bureau Político do MPLA para a província do Bié, João Baptista Kussumua, o seu partido escolheu esta cidade para fazer passar a sua mensagem ao eleitorado não apenas pelo simbolismo que ela representa enquanto marco da salvaguarda da independência nacional, mas também porque o Kuito é hoje uma referência no processo de reconstrução nacional.
Falando ontem à imprensa momentos após a sua chegada ao Kuito, onde procede, hoje, à abertura oficial da campanha eleitoral do MPLA, João Baptista Kussumua disse que o país precisa de dar passos gigantescos no processo de reconstrução e apagar as marcas da guerra.
Por isso, argumentou, o programa de governo do MPLA, que será apresentado hoje aos militantes, amigos e simpatizantes do partido, contempla acções para continuar as grandes obras iniciadas, bem como melhorar a vida das crianças, jovens e adultos.
Militantes, simpatizantes e amigos do MPLA residentes nos nove municípios da província do Bié devem concentrar-se hoje na cidade do Kuito, capital do Bié.
Além da mobilização do seu eleitorado para uma vitória esmagadora nas urnas, o acto de hoje será também aproveitado para chamar a atenção dos brigadistas, activistas e cabos eleitorais para o trabalho a ser desempenhado até ao dia 5 de Setembro.
A abertura da campanha no Kuito acontece em simultâneo com a província do Kwanza-Norte, onde também está desde ontem uma delegação do Bureau Político do MPLA. Do programa consta ainda uma visita ao cemitério monumento e um mega-espectáculo músico-cultural.
Com João Baptista Kussumua foi ao Kuito o secretário para a Organização e Mobilização do MPLA, Faustino Muteka, e deputados cessantes da bancada do partido.
UNITA apresenta programa de campanha eleitoral em Luanda
O maior partido da oposição, UNITA, apresenta a meio da tarde, na Liga Africana, o seu programa de campanha eleitoral, que tem como lema “Angolanos Unidos na Acção para Mudança”.
Isaías Samakuva, aquando do acto de massas realizado domingo, no município do Kilamba Kiaxi, garantiu que iria divulgar a tempo e horas o programa de campanha aos militantes do seu partido.
A melhoria da nutrição das crianças, o aumento das capacidades técnicas e profissionais dos jovens, na eliminação da fome e das endemias são alguns dos assuntos que constam no programa, que se traduz nas linhas estratégicas da campanha da UNITA.
O acto, que vai contar com entidades daquele partido, será realizado em simultâneo nas capitais provinciais, com destaque para o Huambo, com o deputado Alcides Sakala à cabeça, Isaías Chitombe no Bié, no Uíje o vice-presidente do partido, Ernesto Mulato, em Benguela o secretário da organização, Vitorino Nhany, na Huíla a presidente da Liga das Mulheres Angolanas (Lima), Miraldina Jamba, Gina Chipóia no Kwando-Kubango, candidata a deputada pela UNITA, Grabriel Sami, secretário-geral adjunto em Cabinda, entre outros dirigentes distribuídos por várias províncias.
Segundo o secretário para a Informação da UNITA, Adalberto da Costa Júnior, a campanha está a ser realizada em simultâneo para que os militantes em todo o país possam estar informados da programação de campanha do partido.
FNLA divulga programa eleitoral
A FNLA inicia hoje a sua campanha com a divulgação simultânea do programa eleitoral em todas as 18 capitais de província do país.
Em Luanda, está prevista, às 14 horas, na sede do partido, a divulgação do programa, na presença de membros da direcção, militantes e simpatizantes. O programa de governo da FNLA prevê, para o quadriénio 2009-2012, dar a Angola um rumo para a sua modernização, crescimento e desenvolvimento, prosperidade e coesão social.
O programa da FNLA pretende também valorizar a posição de Angola no contexto internacional, considerando ser “ essencial que o nosso país reforce a sua capacidade de ser parte activa do mundo, cumprindo com as suas responsabilidades na base da Carta das Nações Unidas”.
A política de governo da FNLA assenta em seis pilares fundamentais, nomeadamente a renovação do compromisso político, promoção de um sistema baseado na economia de mercado, fomento da coesão nacional e igualdade de oportunidades.
Constam igualmente do programa a redução da vulnerabilidade externa financeira e comercial, promoção de uma nova política de renda e providência social, assim como a valorização do país no quadro internacional.
FpD abre campanha na RNA
A Frente para a Democracia (FpD) dá início, hoje, na Rádio Nacional de Angola, a sua campanha para as eleições legislativas de 5 de Setembro, onde vai ocupar os dez minutos que lhe estão reservados por lei. Estreando-se às 18h35m, a FpD será o primeiro partido a usufruir do espaço radiofónico. Assim sendo, este partido vai ocupar o seu tempo de antena com a divulgação das suas linhas de força para este pleito eleitoral. Fará, igualmente, a leitura de um editorial seguindo-se uma entrevista com o presidente da FpD, o economista Francisco Filomeno Viera Lopes, como forma de apresentá-lo formalmente à sociedade.
Ainda hoje, às 20h10m, a Frente para a Democracia vai, também, ocupar o seu espaço, de cinco minutos, na Televisão Pública de Angola(TPA), onde o programa a divulgar terá uma estrutura sem alterações substanciais em relação ao programa de rádio. Dentro da sua actividade, a FpD organiza, às dez horas, uma conferência de imprensa para divulgar, ao pormenor, o seu Manifesto Eleitoral, bem como a sua estratégia de actuação durante o período que vai durar a campanha eleitoral.
A FpD, no sorteio para o boletim de voto, foi a terceira colocada. Liderado por um grupo de intelectuais, este partido foi fundado a 11 de Novembro de 1991.
PLD realiza passeatas pelo país
O PLD dá hoje início à sua campanha eleitoral com uma passeata automóvel e colagem de cartazes em várias províncias do país.
Em Luanda, de acordo com o delegado provincial do PLD, João Alfredo, a colagem de cartazes começou às zeros horas de hoje em todo país.
A presidente do PLD, Anália de Victória Pereira, disse, em declarações à Rádio Nacional de Angola (RNA), que o objectivo do seu partido é garantir o maior número de deputados pelos círculos provinciais. “Nós estamos posicionados em 18 províncias e todas elas têm os mesmos anseios e necessidades de fazerem as suas campanhas, porque apresentaram candidatos às eleições legislativas de 5 de Setembro”, disse.
ND promove reflexão política
A Nova Democracia-União Eleitoral realiza hoje, às 9 horas, na sua sede, no bairro Hoja-ya – Henda, uma jornada de reflexão para discutir o programa de governação e analisar a estratégia de como a coligação vai sensibilizar e mobilizar a população para votar na coligação.
O acto vai contar com a participação dos presidentes dos partidos membros da coligação bem como dirigentes, militantes, amigos e simpatizantes do grupo de formações políticas, revelou o seu presidente, Quintino de Moreira.
O político disse também que no fim do encontro serão distribuídos materiais de propaganda nomeadamente, panfletos, camisolas, bonés, bandeiras e bandeirolas para divulgar a coligação a nível de todo o país. O líder da Nova Democracia-União Eleitoral informou que o acto será realizado em simultâneo a nível nacional.
Por seu lado, o director de campanha da AD- Coligação, Elson de Carvalho, disse em entrevista ao Jornal de Angola que a campanha do seu partido começa apenas dentro de dois dias por razões técnicas.
“Tivemos alguns atrasos, mas a nossa campanha vai começar oficialmente dentro de dois a três dias a nível nacional”, garantiu.
PRD faz passeatas em várias províncias
O PRD vai marcar o início oficial da campanha eleitoral com a realização de passeatas em várias capitais de províncias.
Segundo o líder do partido, Luís dos Passos, as passeatas iniciarão simultaneamente a partir das 15 horas e deverão estender-se até ao princípio da noite.
Em Luanda, a actividade iniciará defronte à sede do PRD, à rua António Feliciano Castilho, ao bairro da Vila Alice, devendo percorrer várias artérias da cidade.
Luís dos Passos não revelou o número de militantes e simpatizantes que serão mobilizados para as passeatas, mas assegurou que o seu partido vai mostrar a sua capacidade de mobilização.
O presidente do PRD garantiu que apesar de algumas limitações financeiras, parte do material de propaganda que será utilizado durante a campanha está já em Luanda e o restante deverá chegar nos próximos dias. Para o efeito, está em Lisboa (Portugal), onde foi encomendado o material, o director de campanha, Manuel Constantino.
Relativamente ao tempo de antena na rádio e na televisão, o líder do PRD garantiu que foram feitas já as primeiras gravações e o seu partido ocupará o espaço que lhe é reservado sem dificuldades.
“Posso garantir que tanto na rádio como na televisão vamos marcar presença no espaço que nos é reservado sem problemas. As primeiras gravações foram feitas já há alguns dias e vamos continuar a trabalhar nesta senda. Nenhum espaço nosso vai aparecer em branco”, assegurou.
Com 35.293 votos nas eleições de 1992, que lhe valeram um assento no Parlamento, o PRD vai privilegiar o contacto porta a porta, em detrimento dos encontros de massa.
PRS elege vila do Dondo para abertura da disputa política
O PRS (Partido de Renovação Social) escolheu a província do Kwanza-Norte para realizar o acto central que marca a abertura da sua campanha eleitoral para as legislativas de 5 de Setembro próximo.
O acto político acontece hoje, no Dondo, sede do município de Cambambe, e é realizado sob o lema “PRS nossa voz, nossa força”.
O PRS, que ocupa o primeiro lugar no boletim de voto, tem previsto a realização de actividades similares e de forma simultânea nas restantes províncias.
Segundo o secretário geral da mesma formação política, João Baptista Ngandajina, nessas actividades vão procurar, mais uma vez, apresentar o programa de governação aos militantes.
Para o político, estão criadas todas as condições para o arranque da campanha no Dondo, onde serão igualmente apresentados os candidatos a deputado.
Em Luanda, disse, o acto será realizado no município de Viana. A campanha eleitoral deverá decorrer até ao dia 3 de Setembro, dois dias antes da votação.
PAJOCA escolhe Cazenga para contacto com o eleitorado
O Partido da Aliança da Juventude, Operários e Camponeses Angolanos (PAJOCA) – Partido Popular (PP) inicia hoje a sua campanha eleitoral com a realização de uma jornada de campo no município do Cazenga, em Luanda.
Segundo o secretário para a Informação do PAJOCA, Francisco Guedes, que prestou esta informação ao Jornal de Angola, a actividade será presidida pelo director de campanha deste partido, David Mendes.
O PAJOCA-PP elegeu o fomento da agricultura e da indústria como as prioridades do seu programa de governo para o quadriénio 2009/2012, caso vença as próximas eleições, marcadas para cinco de Setembro.
Em declarações à imprensa, depois da apresentação do programa, na semana passada, Alexandre Sebastião André, presidente deste partido, justificou a escolha da agricultura e da indústria como as grandes linhas de força do programa de governo da sua formação política por, segundo ele, constituírem suportes da economia do país.
Já o manifesto eleitoral, apresentado na mesma ocasião, assenta em cinco valores ideológicos, nomeadamente a paz, a democracia, o trabalho, a justiça e a solidariedade social.
Fruto dos resultados das últimas eleições gerais, realizadas em 1992, o PAJOCA obteve um assento no actual Parlamento e ocupou já a pasta do Ambiente no Governo de Unidade e Reconciliação Nacional (GURN).
Fonte:JA
As empresas portuguesas com negócios em Angola não vão alterar os planos devido às eleições marcadas para 5 de Setembro. A estabilidade política parece garantida.Nem cartazes nem bandeiras, a campanha eleitoral em Luanda começou ontem à temperatura da estação do ano na África Austral: morna.
O ruído das legislativas de 5 de Setembro, as segundas na história do país desde a votação em 1992, que reacendeu da guerra civil, sente-se apenas na imprensa que só é lida pela elite de Luanda e em nada abala o país.Angola, continua a crescer. E muito. Nos últimos três anos, a economia subiu a dois dígitos, a reboque do sector petrolífero e mineral, que representa mais de 80% da riqueza (ver texto ao lado).
E, se para uma parte da população, sobretudo as comunidades rurais do interior, eleições lembram a guerra, para os homens que fazem da capital um colossal centro de negócios, mantém-se o ‘business as usual’.
Só nas últimas dias, a Portugal Telecom lançou em Luanda o portal Sapo Angola, o BFA (detido pelo BPI) promoveu na simbólica fortaleza de São Miguel uma festa de 15 anos de sucesso em Angola, a Bascol anunciou um investimento de 137 milhões de euros em projectos imobiliários no país. A Agência Nacional de Investimento Privado aprovou, nos últimos dois anos, 400 projectos de empresários portugueses conscientes de que, na maior legislatura do continente africano – 16 anos –, as eleições estavam iminentes.
“Vemos com satisfação a enorme estabilidade política” diz Jorge Coelho, CEO da Mota Engil, a maior construtora portuguesa que nasceu em Angola há 60 anos. “Estas eleições não são de especial risco”, assume Gil da Silveira, administrador da Visabeira em Angola. O responsável do grupo de Viseu tem um plano de contingência para o que der e vier, mas não espera usá-lo. Na sua análise, as presidenciais, esperadas em 2009, são mais relevantes porque delas depende a continuação do actual Chefe de Estado. “É um factor de estabilidade porque mantém o equilíbrio que tem permitido o crescimento elevado”, assume.
“Estamos em Angola há muitos anos, consideramos ser um mercado interessante e pensamos alargar a nossa actividade a mais sectores”, diz o ex-ministro Luís Filipe Pereira actual administrador da Efacec. Uma opinião corroborada por Jorge Armindo: “Não penso que Angola vá mudar de rumo no sentido de deixar de ter condições para as empresas portuguesas”.
Mas também os escritórios de advocacia portugueses se têm instalado no território. Agostinho Miranda, da Miranda Associados, que foca o seu trabalho nos investimentos petrolíferos diz que “há uma enorme expectativa dos agentes económicos relativamente ao próximo acto eleitotoral” depois da mensagem “tranquilizadora” do Presidente da República apelando aos “angolanos para darem um exemplo de democracia ao continente africano”.
Apesar da confiança externa nos actuais actores políticos e económicos, o eleitorado angolano está atento a outros factores.
Segunda-feira foi o dia do aniversário de Obama, o seu 47.º, mas ninguém o diria a julgar pelo seu programa, tão intenso como noutro dia qualquer. O candidato democrata começou a jornada no Michigan, a falar do plano energético, jantou em Boston, num evento de angariação de fundos, e dormiu no Ohio. Pelo meio, muitos cantaram-lhe os parabéns mas o democrata manteve sempre uma pose de Estado.
Foi preciso chegar a noite e a viagem de regresso de avião, para Obama quebrar o gelo. A culpada foi a avó de um repórter que acompanhava a comitiva, e lhe enviou uns bolinhos pelo neto. Obama não resistiu à prenda e foi à zona da imprensa agradecer e dar algumas fatias.
Desarmado, o candidato foi atacado com perguntas dos jornalistas: Como é que se sente com 47 anos? Velho, respondeu. Consegue imaginar-se com 71, [a idade do adversário John McCain]? A pergunta não teve resposta e pôs fim a um raro momento de informalidade na campanha.
Desde que os estrategos de McCain lançaram séries de ataques contra a sua imagem, o candidato democrata à Casa Branca tem evitado entrar em polémicas. Depois de uma semana dominada pelos ataques pessoais, os temas sérios dominaram a campanha .
Nos últimos dias, a crise energética, que está no centro das preocupações dos americanos, ocupou os discursos dos candidatos. Obama anunciou um investimento de 150 mil milhões de dólares em energias renováveis. Em resposta, McCain defendeu a reactivação do programa de construção de centrais nucleares, interrompido desde 1979, depois de um grave acidente.
McCain acusou ainda Obama de populismo após este ter voltado atrás na decisão de não recorrer às reservas de combustível, com intenção de baixar os preços da gasolina. “As reservas estratégicas de petróleo existem para garantir a segurança nacional da América, não para a estratégia eleitoral do senador Obama”, disse um porta-voz da campanha republicana.
John McCain parece entretanto apostado em virar a página da política republicana e demarca-se cada vez mais da administração de George Bush, apesar de serem do mesmo partido. O candidato republicano disse ontem que “Washington não funciona” e o país “está numa situação pior do que há quatro anos. A CNN noticiou que McCain quer virar a página da política republicana e já sugeriu ao vice-presidente de Bush, Dick Cheney, conotado com a linha dura do partido, que não comparecesse na convenção republicana.
Apresentados os programas de energia, a imprensa americana começa a centrar atenções nas convenções dos partidos que se realizam daqui a menos de um mês. A escolha dos vice-presidentes promete aquecer a campanha. Segundo a tradição, os escolhidos são apresentados alguns dias antes das convenções. A imprensa americana espera uma “completa surpresa”, ao estilo de Obama. McCain, que terá a sua convenção a 1 de Setembro, “espera para ver” e dar uma resposta à altura.
DN
Luanda - A campanha eleitoral para as eleições legislativas angolanas de 5 de Setembro arrancou ontem com fortes críticas de todas as forças políticas da oposição contra o executivo e o MPLA, partido no poder há 33 anos, por não lhes ter sido entregue ainda o subsídio a que têm direito e também pela desigualdade de tratamento nos órgãos de comunicação social estatais.