Sunday, July 27, 2008

Angola acolhe cimeira em 2010


Angola vai acolher, em 2010, a oitava Conferência dos Chefes de Estado e de Governo dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) e consequentemente assumir a presidência da organização.

O facto foi confirmado pelo Primeiro-Ministro, Fernando da Piedade Dias dos Santos, no final da VII cimeira dos Chefes de Estado da CPLP, que decorreu ontem, no Centro Cultural de Belém, na capital portuguesa, Lisboa.

A VII conferência, que teve como principal lema “A língua portuguesa: Um património comum, um futuro global”, elegeu Portugal para presidir nos próximos dois anos os destinos da Comunidade.

Para o cargo de secretário executivo da organização foi eleito Domingos Simões Pereira, da Guiné Bissau, em substituição do cabo-verdiano Luís Fonseca.

Os participantes à cimeira decidiram ainda reeleger a angolana Amélia Mingas para um mandato de mais dois anos à frente da direcção do Instituto Internacional de Língua Portuguesa (IILP), que tem a sua sede em Cabo Verde.

Nesta VII conferência da CPLP, Angola terminou o mandato no Conselho Deliberativo do Centro de Excelência Empresarial, que funciona no município do Cazenga, em Luanda, que passará doravante a ser assumido pelo Brasil. Ainda assim Angola mantém, na mesma instituição, o cargo de director executivo.

Os Chefes de Estado e de Governo da CPLP assinaram, no final da cimeira, a “Declaração de Lisboa” na qual saúdam o esforço do Governo angolano em prol da reconstrução das infra-estruturas destruídas pela guerra e outras tarefas inseridas no Programa do Governo.

Na Declaração, os Chefes de Estado consideram que tais esforços têm permitido a Angola atingir “excelentes” resultados económicos, políticos e sociais, que se têm traduzido no crescimento económico que se tem verificado desde que a paz foi alcançada em 2002.

Os Chefes de Estado e de Governo felicitaram também o Governo angolano pelas acções que tem vindo a realizar no quadro da preparação das eleições legislativas no país, marcadas para 5 de Setembro próximo.

Emitiram, por isso, uma mensagem de esperança ao Governo em que manifestam absoluta certeza de que o pleito eleitoral em Angola será um exemplo para o mundo e decorrerá dentro da normalidade.

Os líderes dos Estados membros presentes na cimeira de Lisboa agradeceram, por outro lado, o convite formulado pelas autoridades angolanas para que a comunidade dos países de língua portuguesa participe com uma equipa de observadores nas eleições de Setembro.

A par da Declaração de Lisboa, foi tornado público um comunicado final, no qual os Chefes de Estado e de Governo da CPLP congratulam-se com a ratificação por São Tomé e Príncipe e Portugal, do Acordo Ortográfico e seus Protocolos Modificativos, e instaram os Estados membros, que já ratificaram o referido documento, a adoptarem medidas que permitam a sua entrada em vigor.

Exortaram ainda os Estados membros a desenvolverem políticas de promoção conjunta da Língua Portuguesa, e congratularam-se com a recente criação, por parte do Governo português, de um fundo para a promoção deste idioma.

No termo da VII cimeira dos Chefes de Estado da CPLP foi igualmente aprovada a “Declaração da Língua Portuguesa”, na qual os líderes dos Estados membros da organização se comprometem a actuar em comum para a projecção internacional da língua portuguesa.

Primeiro-Ministro estabelece contactos à margem da cimeira

O Primeiro-Ministro, Fernando da Piedade Dias dos Santos, manteve ontem encontros em separado com os Chefes de Estado da Guiné Bissau, Nino Vieira, e com o de Timor-Leste, Ramos Horta, à margem da VII cimeira da CPLP, que ontem encerrou na capital portuguesa, Lisboa.

No final dos referidos encontros não foram prestadas quaisquer declarações à imprensa. Mas presume-se que no centro dos mesmos esteve a análise da cooperação bilateral e questões relativas à cimeira de Lisboa.

Fernando da Piedade Dias dos Santos manteve logo de seguida um encontro com o Primeiro-Ministro português, José Sócrates, no final do qual também nada transpirou à imprensa.

Os três encontros, que decorreram no Centro Cultural de Belém, foram presenciados pelo vice-ministro angolano das Relações Exteriores, George Chicoty.

Jornal de Angola

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Angola: Ausência nas operações de paz indicia «falta de visão» - representante NATO na UA

José Meirelles e Alexandre Ribeiro de Almeida, da Agência Lusa **


A ausência de Angola nas operações de paz da União Africana (UA) indicia “falta de visão”, em contraste com o seu poderio militar e a “aparente” pretensão de se tornar numa potência regional.

Esta avaliação é do coronel de Infantaria português Nuno Pires da Silva, 47 anos, há um semestre oficial de ligação da Aliança Atlântica (NATO) junto da União Africana (UA), em Addis Abeba, onde o apoio ocidental se tem vindo a desenvolver em várias fases desde 2005.

“Angola podia olhar para a Nigéria - entre outros países-membros da UA -, que pela activa participação nas operações de paz consegue manter balanceadas as suas forças políticas internas e, ao mesmo tempo, modernizar as Forças Armadas através dos apoios recebidos da comunidade internacional”, declarou em entrevista à Agência Lusa o veterano militar português, com 30 anos de carreira e missões internacionais em seis países, três dos quais africanos: Quénia, Somália e Etiópia.

Pires da Silva lamentou que os Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP) estejam “muito voltados para si próprios”, e mais Angola, porque “as operações de paz ajudam a projectar os Estados que nelas participam”, justificou.

No caso particular de Angola, “é uma grande perda, para a comunidade internacional e para o próprio país, muito focalizado na vertente regional pelo envolvimento simultâneo nos tabuleiros da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) e da Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral (SADC), mas não no da UA”, constatou.

Quanto a Moçambique - adiantou -, é de “reconhecer” a sua contribuição em Darfur (oeste do Sudão), apesar de que “o país não tira todo o partido do seu potencial”.

Os outros PALOP - Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe, e Cabo Verde -, dada a dimensão, “não têm expressão”.

O apoio da NATO à UA está centrado essencialmente na operacionalidade das Forças Africanas de Prevenção (ASF, sigla em inglês) em 2010, que regista um atraso por problemas estruturais da UA devidos a escassez de recursos e falta de qualificação humana, instrumentos fundamentais para prevenir e gerir os conflitos no continente.

“A UA quer ter as Forças Africanas de Prevenção (African Stand-by Forces-ASF) operacionais em 2010, mas não vai ser fácil devido a atrasos que se devem sobretudo à escassez de recursos financeiros e materiais, por insuficiência de colaboração” dos 53 Estados-membros, afirmou o coronel português

Pires da Silva disse ser ao nível do “muito burocratizado” Estado-Maior da jovem organização africana - fundada em 2002 - que se colocam os maiores desafios, desde o recrutamento de efectivos à altura das funções a desempenhar, até à obtenção dos meios para lhes pagar e para dirimir os conflitos.

O “flexível” gabinete aliado - com um mínimo de dois elementos, passíveis de chegar à dezena, de acordo com as competências solicitadas pelos africanos - actua no curto prazo no apoio às operações em curso e no longo prazo para a sua prevenção e resolução, incumbida às futuras ASF, que terão uma capacidade de resposta rápida semelhante à das Forças de Reacção da NATO (NRF, sigla em inglês).

O transporte de tropas da Missão Africana em Darfur, Sudão (AMIS) - num total de 31.000 - mais 6.000 da União Europeia (UE), foi apoiado pela NATO até Dezembro de 2007.

Desde Agosto daquele mesmo ano, a NATO dá assistência à Missão Africana na Somália (AMISOM), presentemente com 2.500 homens (1.600 do Uganda e 900 do Burundi), número muito aquém dos 8.000 necessários, embora reforços de voluntários militares e civis ainda possam vir do Gana, Nigéria e Ruanda, indicou Pires da Silva.

Nos últimos três anos - segundo o coronel português - o apoio da NATO à UA envolveu mais de 250 militares e civis do Comando Conjunto de Lisboa, 54 dos quais estiveram em África.

“A NATO quer efectivamente ajudar a UA a ter uma força (ASF) capaz de prevenir e resolver os problemas no continente”, garantiu, lamentando a falta de recursos financeiros e de quadros qualificados na organização africana.

“Os aliados não dão o que os africanos precisam, apenas o que pedem, certamente aquém das suas necessidades”, explicou, acrescentando: “É dramático, porque carecem de apoio e são incapazes de o gerir”.

Neste ponto, o coronel português deixou um aviso: “Devido a antecedentes históricos que se prendem com o antigo colonialismo, por vezes os africanos duvidam das boas intenções dos países ocidentais”.

“Temos de os ajudar sem eles acharem que lhes estamos a impor a solução”, concluiu, aproveitando para denunciar uma “mentalidade política” ocidental que “tende a apoiar o que pensa dever ser apoiado, sem ter em conta as realidades africanas”.

Pires da Silva, além das missões em África, esteve envolvido na preparação das tropas aliadas destacadas no Kosovo (KFOR, 1999) e europeias Bósnia-Herzegovina (EUFOR, 2007), tendo comandado um batalhão de tropas pára-quedistas e fuzileiros encarregue da segurança em Timor-Leste, entre 2002 e 2003.

Lusa/fim

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Friday, July 25, 2008

Sócrates e o Futungo de Belas

por Marina Costa Lobo


Na semana passada José Sócrates fez uma visita de 24 horas a Luanda, e brindou o governo de José Eduardo dos Santos com esta declaração. “Quero que o governo de Angola saiba que [...] temos confiança no governo angolano e no trabalho que tem desenvolvido”.

De acordo com o primeiro-ministro, esse trabalho tem “permitido que Angola tenha hoje um prestígio internacional, que tenha subido na consciência internacional e que seja hoje um dos países mais falados e mais reputados”. Esta é de facto uma declaração extraordinária sobre o governo de Angola. Este não é, sob nenhum critério de qualidade da democracia, um governo de prestigio internacional. Que não se pense que esta caracterização do Estado angolano é um exagero.

Porventura poderíamos considerar que é uma opinião apenas partilhada por ONG (Organizações Não Governamentais) defensoras dos direitos humanos, como a Human Rights Watch, ou activistas inoportunos como Sir Bob Geldof, que recentemente numa palestra proferida a convite do BES em Lisboa se atreveu a criticar o governo angolano. Mas não é esse o caso.

O insuspeito Banco Mundial há já vários anos que publica um relatório sobre a qualidade de governação no mundo. Esse documento apresenta dados sobre os seguintes aspectos: 1) Pluralismo e responsabilização do governo; 2) Estabilidade política e ausência de violência/terrorismo; 3) Eficiência governativa; 4) Qualidade da regulação; 5) Estado de Direito; e 6) Controlo da corrupção. Para Angola, o último relatório publicado em 2008 inclui dados para todos estes indicadores entre 1996 e 2007. Tendo em conta estas dados, o governo angolano encontra-se posicionado entre os piores do mundo.

O único indicador em que Angola escapa à liga dos últimos é aquele que mede o grau de violência/ terrorismo no país. Devido ao fim da Guerra Civil, houve ao longo dos últimos anos uma melhoria assinalável neste domínio. Mesmo assim, Angola continua a estar entre os 20% dos países no mundo onde o nível de violência é maior.

Além disso, no último número da revista Foreign Policy, (Julho/Agosto, 2008, pág. 67) é apresentado o Índice dos Estados Falhados para 2008. Neste índice publicado anualmente e financiado pela Fundação Carnegie Fund for Peace, Angola está posicionada juntamente com outros países cujos governos também não se distinguem pela qualidade, tal como a Guiné Equatorial, o Ruanda, e a Bielorússia, entre outros.

No entanto, poder-se-ia argumentar que esta caracterização de Angola no contexto mundial é relativamente injusta. Angola é um país africano, e África tem um passado e um presente particularmente difíceis que não podem deixar de ser tidos em consideração quando analisamos a qualidade da governação. Mas mesmo sob este prisma regional, Angola é sistematicamente avaliada como um dos países mais mal governados de África.

Apesar do fim da guerra, a concentração de poderes em torno de José Eduardo dos Santos, e do seu ‘entourage’ no complexo presidencial, Futungo de Belas, continua. E a acreditar nos dados do Banco Mundial, não houve melhorias assinaláveis nos diversos indicadores da qualidade de governança desde o fim da guerra. Mesmo a iminência de eleições em Angola, embora sejam um sinal importante de alguma abertura do regime, não chegam para alterar substantivamente estas avaliações.

Tendo em conta a “qualidade” do governo angolano qual deve ser o posicionamento do poder político e em particular de José Sócrates? É evidente que as relações económicas dos Estados democráticos não se cingem a outros Estados democráticos, nem devem.

Por toda a parte, a diplomacia assume vertentes económicas importantes, especialmente desde o fim da Guerra Fria e o consequente desalinhamento dos países. Angola está rapidamente a tornar-se num dos principais parceiros económicos de Portugal.

A ser crucial, Sócrates poderia lembrar-se que mesmo a fazer negócios, não deixa de ser um líder democrático. Este tipo de discursos sobre a credibilidade do governo africano não são correctas e servem apenas para ‘deslegitimar’ o conceito de democracia dentro e fora do país.

JN

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Angola não é nossa

por Fernanda Câncio


Nunca fui a Angola, nem em trabalho nem em férias - e tenho pena. Não nasci lá, como tantos portugueses, nem deixei lá saudades, pertences, fortunas ou amores, nem perdi lá um parente ou uma parte dele. Não tenho mágoas angolanas - nem, já agora, moçambicanas, guineenses, cabo-verdianas ou são-tomenses. Os países africanos de expressão portuguesa não são para mim diferentes de tantos outros países, africanos ou não. Não me assaltou nenhuma nostalgia colonialista nos que visitei, Moçambique e Cabo Verde.

Não senti nada de especial a não ser, em Moçambique, uma mágoa parecida com remorso herdado perante a miséria, os escandalosos fossos socioeconómicos e a subserviência do povo perante “os brancos”. Mas isso já sentira noutras partes de África - alguém chamou a isso “o remorso do homem branco” (neste caso, de mulher, e morena).

Não tenho nada com Angola, portanto, a não ser uma ligação profissional feita de bocados de histórias, entrevistas, reportagens. Sei o básico: uma longa guerra civil, um país dividido ao meio, cadáveres inchados nas ruas de Luanda em 1992/93 depois da primeira volta das primeiras e únicas eleições presidenciais, o corpo meio despido de Savimbi cheio de moscas em 2002, os baixíssimos scores nos índices de desenvolvimento humano, os processos a jornalistas, os jornalistas presos, as denúncias de falta de liberdade política e de falta de liberdade de imprensa, as denúncias sobre a riqueza pessoal do presidente em funções vai fazer 30 anos, as ligações da sua família a uma série de empresas.

Não, não sou uma especialista em Angola. Não tenho histórias em primeira mão para contar nem relatórios de organizações internacionais para estrear. Mas não preciso. Basta-me saber que não há eleições no país desde 1992 para não gostar do Governo nem do presidente. E para tal tanto me faz que fale português ou outra língua qualquer.

Tanto me faz que “nós” - sendo nós essa entidade chamada “os portugueses” - tenhamos “lá andado” 500 anos como não. Não aceito culpas históricas nem acusações de complexos colonialistas quando se trata de olhar para um país independente há 33 anos e constatar que está muito longe de ser uma democracia e por esse motivo muito longe de ser admirável ou “a todos os títulos notável”.

Percebo, claro, que uma coisa são os meus sentimentos enquanto pessoa, por acaso portuguesa, e outra muito diferente os interesses do meu país - sejam eles económicos, estratégicos, linguísticos, o que for. Percebo que as relações entre países não são relações pessoais e que se fazem muitas coisas em nome da chamada real politik que eu agradeço ao destino nunca ter estado em posição de ter de fazer. Mas creio que há coisas escusadas. E creio, sobretudo, ser tempo de percebermos, todos, portugueses e angolanos, que chega de facturas.

Chega de confusões. Portugal colonizou e descolonizou, Angola é dos angolanos. Nenhuma razão para tantos paninhos quentes, nenhum motivo para tanto eufemismo, para tanto elogio rasgado. Façam-se negócios, certo. Apertem-se mãos, assinem-se acordos. Defenda-se isso a que se chama “o interesse português”. Mas, por favor, não exagerem.|

DN

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Mbeki apoia Mugabe para impedir Zuma de chegar ao poder em Pretória

Aspirando também voltar à liderança do ANC


A inflexibilidade que Thabo Mbeki denota em relação à sua atitude de “contemporização” com Robert Mugabe, é atribuída em primeira linha a razões de política interna e a interesses do próprio face à mesma, considera o África Monitor Intelligence de que é editor o jornalista luso-angolano Xavier de Figueiredo.

De acordo com aquele jornal português, o apoio a Thabo Mbeki nas fileiras do ANC (aparelho e bases) está nitidamente a crescer e uma das causas identificadas do fenómeno é o seu alinhamento com Robert Mugabe – figura admirada em certos meios da elite política sul-africana e da população por razões como a sua capacidade para “fazer frente” à Grã-Bretanha e Estados Unidos da América.

O crescimento do apoio interno ao presidente sul-africano Thabo Mbeki, é proporcional a um aparente isolamento de Jacob Zuma, presidente do ANC e um crítico acérrimo de Robert Mugabe. Supostamente por isso Zuma está a começar a sofrer consequências, considera o África Monitor.

Thabo Mbeki aspira a retomar a liderança do ANC num congresso extraordinário a convocar no seguimento de um provável revés de Jacob Zuma em tribunal conquanto venha a ser julgado, como se prevê, ainda este ano.

A lei impede o actual chefe de Estado sul-africano, Thabo Mbeki de se voltar a candidatar à Presidência da República, mas a intenção que o move de regressar à liderança do ANC, perdida no último congresso para Jacob Zuma, é a de promover a candidatura de Kgalema Mothlante como seu substituto na Presidência da República. Nas circunstâncias actuais seria o próprio Jacob Zuma a apresentar-se como candidato do ANC na sua condicção de actual líder do partido que tem maioria e governa a África do Sul.

O apoio de Thabo Mbeki a Robert Mugabe, na análise de Xavier de Figueiredo, também é internamente justificado pela conveniência de não deixar este à mercê de Angola e das suas influências.

Os conselheiros de Mbeki também consideram que na actual conjuntura, marcada por disputas com Jacob Zuma, o apoio a Robert Mugabe não o afecta especialmente no plano internacional.

Os grandes parceiros da África do Sul agem condicionados por lógicas como a de que criticar Mbeki é dar trunfos a Zuma nas lutas entre ambos. Recentemente a Alemanha mandou encerrar investigações sobre um caso corrupção detectado compra de equipamento naval pois o desenvolvimento das investigações, de acordo com conjecturas pertinentes, poderia comprometer Thabo Mbeki.

África Monitor Intelligence

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‘ Livre circulação ainda vai demorar’

Cimeira da CPLP - Portugal assume presidência do Conselho de Ministros


O chefe da diplomacia portuguesa , Luís Amado, assumiu ontem a presidência do Conselho de Ministros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, reunido no Centro Cultural de Belém, e deixou claro que a livre circulação de cidadãos no seio da CPLP “ainda vai demorar algum tempo” .

Em declarações aos jornalistas, Amado adiantou que Portugal – que preside ao Conselho de Ministros até 2010, passando depois para Cabo Verde – vai analisar com os seus parceiros da comunidade “as respectivas legislações, de forma a concretizar o projecto”.

Em declarações aos jornalistas, Amado adiantou que Portugal – que preside ao Conselho de Ministros até 2010, passando depois para Cabo Verde – vai analisar com os seus parceiros da comunidade “as respectivas legislações, de forma a concretizar o projecto”.
Segundo Amado, “um primeiro passo” para esse fim foi dado ontem naXIIIReunião do Conselho de Ministros, em que foi assinado o acordo de cooperação consular entre os Estados-membros.

O Conselho de Ministros da CPLP endossou ontem para aprovação dos chefes de Estado e governo – cuja reunião decorre hoje – todos os pontos da agenda de trabalhos, entre os quais a declaração de Lisboa e a declaração sobre alínguaportuguesa,agrande aposta de Portugal nesta cimeira. Neste âmbito, o Brasil propõe hoje a criação da Universidade da Lusofonia, a ser sediada no Ceará.

Refira-se que a directora executiva do Instituto Internacional de Língua Portuguesa, Amélia Mingas, foi ontem reconduzida e hoje Domingos Simões Pereira assumirá o cargo de secretário executivo da CPLP, substituindo Luís Fonseca.

À MARGEM

Eduardo dos Santos

A preparação das eleições foi o motivo invocado pelo presidente angolano, José Eduardo dos Santos, para justificar a ausência na cimeira. A mensagem foi ontem entregue a Cavaco Silva.

Sampaio apela

Jorge Sampaio, actual embaixador da Boa-Vontade da CPLP, apelou à criação de uma rede da comunidade para a saúde no fórum para questões da saúde da sociedade civil a que ontem presidiu.

CM

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Thursday, July 24, 2008

País observador da CPLP comparado a uma ‘Coreia do Norte do continente africano’

Guiné Equatorial


Na Guiné Equatorial, entram e saem muitos estrangeiros de grandes corporações internacionais, ligadas ao sector do petróleo. Só por isso - e porque não existe a preocupação do nuclear - não será uma “Coreia do Norte do continente africano”. Mas muito na vida dos cidadãos e do regime deste pequeno país da África Ocidental se assemelha ao regime fechado asiático, dizem investigadores.

Não há uma única livraria, uma biblioteca, um teatro ou um cinema. Não existe um jornal diário e duas das três rádios do país pertencem ao filho do Presidente. As duas estações de televisão são controladas pelo partido de Teodoro Obiang Nguema, Presidente desde 1979, ano em que derrubou o regime do seu tio, o facínora Francisco Macias Nguema.

Desde a queda do tio e a chegada ao poder de Teodoro Obiang, muito mudou, mas a Guiné Equatorial continua a estar no topo da lista dos países que mais violam os direitos humanos, que mais persegue opositores, que mais censura os media, um dos mais fechados e isolados, que procura formas de quebrar o isolamento e a má reputação internacional.

Em 2006, foi admitido como país observador da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP). Por essa necessidade de aproximação a outros Estados, e com o argumento de uma ligação especial ao português: através de uma comunidade, na ilha de Annabon, de descendentes de escravos vindos de São Tomé e Príncipe.

Já nos anos 1980, a Guiné Equatorial entrou para a Organização da Francofonia. E não apenas como observador. Adoptou o francês como outras das línguas oficiais (sendo a principal o espanhol nesta antiga colónia de Espanha). Terá sido esta uma forma de Obiang pressionar a Espanha a manter as ajudas - usando a arma da língua.

Em 2007, Teodoro Obiang disse estar disposto a adoptar o português como terceira língua oficial, condição para entrar como membro de pleno direito na CPLP. Seria uma forma de este regime próximo da Líbia, de Angola e de São Tomé e Príncipe ir mais além na estratégia de aceitação internacional.

Para já, Obiang estará em Lisboa entre hoje e amanhã, depois do vexame desta semana de ter sido obrigado a suspender uma visita a Espanha, por saber que não seria recebido pelo rei Juan Carlos e pelo primeiro-ministro, José Luis Rodriguez Zapatero. Ambos tinham sido muito criticados pela visita que Obiang efectuara a Espanha em 2006.

Pouco se sabe sobre o que se passa na Guiné Equatorial, mas onde se sabe mais é em Espanha, para onde convergiram os exilados e perseguidos políticos. Dentro do país - que tem uma parte continental e duas ilhas, Bioko e Annabon (ver mapa) - as pessoas vivem com medo de falar. O Governo tem informadores infiltrados entre a população e o Exército tem postos de controlo (check-points) militares em todas as estradas da ilha onde está a capital, Malabo.

“O clima é tenso”, explica uma investigadora espanhola que conhece o país e prefere não revelar a identidade. Desde 1991, existe um sistema multipartidário, com eleições no fim de cada legislatura, mas sempre com um vencedor anunciado, com perto de 100 por cento dos votos. “Muito pior que o Zimbabwe”, chegou a dizer o único deputado da oposição, Placido Mico. O único em cem deputados, depois das legislativas de Maio deste ano, ganhas pelo partido de Obiang com 99,7 por cento dos votos.

PÚBLICO

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Tribunal Constitucional admite 14 candidaturas às legislativas de Setembro


O Tribunal Constitucional (TC) admitiu, para às eleições legislativas de 5 de Setembro próximo, candidaturas de dez partidos políticos e quatro coligações, a si apresentadas para apreciação e aprovação, no período de 27 de Junho a 7 do corrente mês, constatou quarta-feira, em Luanda, a Angop.

No dia da divulgação das listas definitivas dos concorrentes ao pleito, convocado pelo Presidente da República, José Eduardo dos Santos, os mandatários das listas acorreram ao TC para se inteirarem da decisão deste relativamente a apreciação dos processos.

Após o estudo dos processos, o plenário do tribunal deu parecer favorável ao Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA), União Nacional de Independência Total de Angola (Unita), Frente Nacional de Libertação de Angola (FNLA) e o Partido de Renovação Social (PRS).

Igualmente admitiu as candidaturas dos partidos Renovador Democrático (PRD), Liberal Democrático (PLD), de Aliança Juventude, Operários e Camponeses de Angola (PAJOCA - PP), de Apoio Democrático e Progresso de Angola (PADEPA), Democrático para o Progresso de Aliança Nacional de Angola (PDP-ANA) e a Frente para a Democracia (FpD).

Já as coligações por si aprovadas são a AD - Coligação, Nova Democracia (ND), Plataforma Política Eleitoral e Fórum Fraternal Angolano Coligação (FOFAC).

Ainda quarta-feira, o tribunal rejeitou as candidaturas dos partidos Democrático de Angola (PDA), liderado por Alberto Neto que, tendo concorrido as presidenciais de 1992, foi o terceiro mais votado, Social Democrático (PSD) e Republicano de Angola (PREA).

Ficaram também de fora do pleito os partidos PSA, PNDA, PACIA, UNDA, MPR/SN, PDUNA, PDPA - NTO BAKO e PSPA, que têm um prazo de 24 horas para apresentarem ao Tribunal Constitucional reclamações relativas a apreciação das candidaturas.

As coligações Conselho Político da Oposição (CPO) e Partidos da Oposição Civil (POC) não foram admitidos por este órgão de soberania, presidido pelo jurista Rui Ferreira.

O tribunal começou a publicar as listas definitivas dos partidos e coligações por volta das 21h20 de quarta-feira.

As cópias das listas dos concorrentes às legislativas serão encaminhadas à Comissão Nacional Eleitoral, que fará o sorteio para a ordem nos boletins de voto, nos três dias subsequentes a entrega.

O TC recebeu, de 26 de Junho a 07 de Julho do corrente ano, 34 requerimentos de candidaturas às legislativas de Setembro próximo, 10 dos quais de coligações partidárias.

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Wednesday, July 23, 2008

Prisidente da FESA em Maus Lençóis


Em silêncio, como é seu timbre, José Eduardo dos Santos afastou Ismael Diogo da Silva do seu círculo mais restrito. Nem a circunstância de ser o presidente da Fesa evitou que Ismael Diogo fosse posto para lá da cerca e visse recusados todos os pedidos de audiências.

Transformou a Fesa num superministério

Fontes que o Semanário Angolense consultou no processo de investigação à volta do estranho sumiço de uma das figuras mais propensas ao exercício e exibição de poder disseram que o patrono da Fesa não tinha alternativa. Ismael Diogo da Silva , vulgo «Matateu», tinha pisado na bola e se não fosse travado a tempo arrastaria a Fesa para uma goleada. O antigo cônsul-geral de Angola no Rio de Janeiro é apontado como sendo o responsável pelos elevados encargos financeiros em que caiu a fundação, criada a 26 de Março de 1996 por José Eduardo dos Santos.

O desconforto financeiro teria partido do processo de concepção de uma série de actividades em que a Fundação se engajou, algumas das quais extravasavam o rigoroso orçamento defendido por correntes que sempre se opuseram à gestão musculada e destravada de Ismael Diogo. Embora ninguém conteste o mérito das jornadas científicas anuais da Fesa, a verdade é que elas acabaram por se traduzir num tremendo endividamento junto de hotéis, locadoras de automóveis e companhias aéreas, em Angola e no estrangeiro.

A maior parte das despesas teriam sido sancionadas exclusivamente por Ismael Diogo da Silva. Fontes geralmente bem informadas disseram ao Semanário Angolense que durante algum tempo Ismael Diogo da Silva transformou a Fesa num superministério. Possuído por alguma arrogância, o antigo estudante de medicina na antiga Jugoslávia viu cair-lhe em cima também a ira de membros do governo, a quem, apesar da natureza do seu mandato no Rio de Janeiro, onde era cônsul, não passava cartão quando estes passassem pela cidade maravilhosa e solicitassem assistência do consulado que lhe tinha sido confiado. «Nem o próprio João Miranda, ministro das Relações Exteriores, tinha esta honra».

 Entre os que mais de uma ocasião se queixaram junto do Presidente da República constam vários funcionários do consulado que o acusam de ser rude. Ismael Diogo a quem o Semanário Angolense tentou contactar, sem sucesso para confrontar com estas alegações, apenas em uma ocasião, nos últimos 12 meses, foi recebido pelo Presidente José Eduardo dos Santos. Na altura recebeu a instrução para que passasse a tratar das questões inerentes à Fesa com Manuel Vicente, o vice-presidente da instituição.

O corte então imposto nasceu da constatação de que o título honoris causa entregue no palácio da Cidade Alta pela Universidade de Nova Iguaçu, do Brasil, prestigiava a universidade, mas em nada ajudava a figura do Presidente. «Trata-se de uma universidade michuruca», o mesmo que é dizer que é de quinta categoria no ranking das universidades brasileiras. Esta foi a segunda tentativa do género. Em Maio de 2004, José Eduardo dos Santos esteve à beira de receber um título honoris causa pelo Drew College da Califórnia, Eua, outra instituição de créditos baixos.

 A morte de um irmão na altura forçou o Presidente a cancelar a viagem, com o que evitou o que viria a ser um embaraço igual ao que se registou o ano passado com a Universidade de Nova Iguaçu.

Com o afastamento, de facto, de Ismael Diogo, e com a reestruturação agora em curso, as celebrações este ano do aniversário do patrono da Fesa serão mais modestas no aparato. Para já foi cancelado, pela segunda vez consecutiva, o habitual torneio de sub-23 em futebol e as jornadas científicas parecem seguir o mesmo caminho. «O próximo grande evento deverá ser a assembleia-geral, que se tudo correr bem terá lugar em Outubro, e na qual ao que tudo indica Ismael Diogo da Silva será destituído», disseram as nossas fontes.

Fonte: Semanário Angolense

 

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As propostas do Mpla


O partido que governa o país desde 1975 não é parco em promessas no sector da Educação, cujos constrangimentos define como sendo uma das causas da situação de pobreza a que está sujeita parte considerável dos angolanos.

Segundo os estrategos do Mpla, introduzir melhorias neste domínio significa também mitigar as desigualdades sociais e, em consequência, melhorar o bem-estar dos angolanos. Assim, dando uma espreitadela ao que o Mpla promete neste capítulo, encontramos não apenas objectivos como a sua mensuração em rácios, percentuais e taxas estabelecidos em dois eixos distintos: ensino primário e secundário e ensino superior.

Demonstrando, pelos vistos, especial paixão pelas crianças, o Mpla promete melhorar e expandir, em todos os aspectos, a protecção e educação na primeira infância, especialmente para as crianças mais vulneráveis e desfavorecidas, através de um aumento da taxa de cobertura para 90%, redução da taxa de abandono e aumento da taxa de aproveitamento e de conclusão de nível.

Ainda relativamente às crianças, o partido no poder assegura, por outro lado, que fará questão de que sobretudo as do sexo feminino e aquelas em situação difícil – por entender que têm sido as mais prejudicadas – tenham acesso a ensino primário «gratuito e obrigatório e de boa qualidade». Neste particular, projecta-se uma redução da taxa de abandono para 7%; redução da taxa de reprovação para 13%; aumento da taxa de promoção para 80% e aumento da taxa de aproveitamento e de conclusão de nível para 80%. Promete ainda responder às necessidades de aprendizagem de todos os jovens e adultos, através do acesso equitativo a uma aprendizagem adequada e a preparação para a vida activa.

Neste capítulo, retorna a uma velha paixão, prometendo aumentar a taxa de alfabetização para 91% e fixação da taxa de regressão do analfabetismo em 9%, o que passa por aumentar o número de adultos alfabetizados, particularmente mulheres, facilitando a todos eles um acesso equitativo a uma educação básica e permanente. Sempre presente a preocupação com o género, promete eliminar as disparidades nessa matéria no ensino primário e secundário, garantindo às meninas um acesso pleno e equitativo a uma educação básica de boa qualidade, com as mesmas possibilidades de sucesso.

Fala em melhorar todos os aspectos qualitativos da educação, garantindo resultados de aprendizagem reconhecidos e mensuráveis, especialmente em leitura, escrita, cálculo e habilidades praticas essenciais para a vida. Diz o Mpla que assegurará a distribuição da merenda escolar no ensino primário em todo o território nacional, incorporando tanto quanto possível géneros e bens de produção e consumo locais.

Expandirá a taxa de escolaridade do ensino secundário e assegurará a sua adequação às necessidades efectivas do país. É seu objectivo também desenvolver o ensino técnico-profissional e assegurar a articulação da formação media técnica com o ensino superior tecnológico; e garantir a formação de um corpo docente convenientemente preparado do ponto de vista científico, técnico e pedagógico, para ministrar um ensino com os níveis de exigência e qualidade que o mundo requer.

No Ensino Superior, o partido no poder diz que tenciona expandir a rede de instituições de ensino de modo a aumentar os efectivos estudantis em 200% (i., é de 50 mil para 150 mil estudantes), procurando que isso corresponda às necessidades e às perspectivas de desenvolvimento nacional. O Mpla promete, nesta conformidade, contemplar cada província com pelo menos um estabelecimento de ensino superior, assegurando contudo uma participação regulada da iniciativa privada, e consolidando as parcerias público-privadas com instituições nacionais e estrangeiras reconhecidas.

Relativamente aos currículos e programas de formação, diz que vai adequá-los às particularidades nacionais em diferentes domínios; às perspectivas de desenvolvimento do país; às exigências impostas pelo avanço da ciência, da técnica e da tecnologia e às normas académicas e pedagógicas mais avançadas. Outro ponto será melhorar os recursos materiais e humanos, através da aquisição, manutenção e renovação permanente de equipamentos, de laboratórios e de bibliografia, bem como da formação sistemática de docentes, de gestores e de pessoal técnico de apoio para as diferentes áreas, de modo a dotar cada instituição de ensino superior dos meios necessários para que seja assegurada a sua plena funcionalidade e a prestação de serviços de elevada qualidade no que diz respeito à formação, à investigação científica e à participação directa no desenvolvimento da sociedade.

O Mpla promete instituir um sistema único de concessão de bolsas de estudos internas e externas, adaptado ao sistema educativo nacional e às necessidade da economia nacional e que integre as diferentes fontes de financiamento, com vista a assegurar a coordenação requerida do processo de planeamento e gestão do recrutamento, da selecção, do acompanhamento e da inserção profissional dos beneficiários.

Diz que promoverá o sucesso e a experiência nos domínios da formação, investigação científica e da extensão de serviços, adoptando normas académicas e pedagógicas mais avançadas e exigentes, nomeadamente no que diz respeito à gestão administrativa e pedagógica, à avaliação das aprendizagens, à avaliação das instituições do ensino superior e à adopção de sistemas de reconhecimento, incentivo e distinção dos resultados e das produções de elevada qualidade.

Finalmente, o partido no poder promete adequar a legislação e demais instrumentos reguladores do subsistema do ensino superior de modo a sustentar a promoção do sucesso, da excelência e o crescimento ordeiro e planificado da rede de instituições de ensino, bem como assegurar o cumprimento de elevadas exigências nos domínios da gestão, do financiamento e da organização dos currículos e programas de ensino, da organização do corpo discente visando a plena funcionalidade de cada instituição de ensino.

Semanário Angolense

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