Friday, May 30, 2008

SONANGOL, ataca Moçambique


A SONANGOL está a prospectar o mercado de Moçambique e será um dos concorrentes ao concurso de licitação dos primeiros blocos de exploração naquele país do Índico.

Este trabalho está a ser conduzido pela Sonangol Pesquisa & Produção, a principal subsidiária da holding Sonangol EP, que fez deslocar terça-feira última, 27, uma comitiva de mais de três dezenas de quadros, entre administradores, directores e técnicos, para um conjunto de reuniões de uma semana com altos funcionários do Ministério da Energia de Moçambique e da sua tutelada Empresa Nacional de Hidrocarbonetos (ENH).

As expectativas da Sonangol são grandes e, por exemplo, as cerca de 40 pessoas que viajaram esta semana para Maputo fizeramno num avião fretado para o efeito à subsidiária de aviação do grupo, a SonAir. Moçambique deverá fazer o primeiro furo de exploração num poço já em 2009, na bacia do rio Rovuma, no Norte do país, mas também já se perspectivam trabalhos de prospecção para as bacias do rio Zambeze e da província de Inhambane, no Sul do país.

Para já, a Sonangol vai enfrentar a concorrência de sete companhias de vários países que já fizeram chegar a Maputo as suas propostas de participação na exploração de petróleo. Estes concorrentes são a sul-africana Rockover, a norueguesa Norskhydro, a canadiana Artumas, a brasileira Petrobras, a italiana ENI, a Armardako, dos Estados Unidos da América, e a Petronas da Malásia.

Estas movimentações ocorrem numa altura em que o Presidente de Moçambique, Armando Guebuza, anunciou o arranque da construção da refinaria de Nacala (Centro-Norte), que terá capacidade para tratar 300 mil barris diários. Por outro lado, Moçambique tem ainda em curso projectos na área do gás natural, segmento que também pode interessar à Sonangol.

Aqui a concorrente directa é a sulafricana Sasol, que tem feito pesquisas e exploração nas regiões de Pande e Temane, no onshore da província de Inhambane. A Sasol rubricou com a sua congénere moçambicana ENH um contrato de exploração das referidas jazidas por um período de 25 anos a contar de 2004.

Para o efeito, a Sasol construiu um gasoduto de 860 quilómetros, ligando às áreas de exploração à região industrial de Seconda, na África do Sul, um investimento de 1,2 mil milhões de dólares. Para gerir este projecto, foi constituída uma sociedade formada pela Sasol (75%), a ENH (14%) e investidores moçambicanos privados (11%).


NJ

Posted by Julinho in 20:41:22
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