Zuma em Angola

O Presidente do Congresso Nacional Africano (ANC), Jacob Zuma (na foto), chegou esta terça-feira a Angola, onde vai participar nas actividades alusivas ao 20ª aniversário da Batalha do Cuito Cuanavale, a assinalar-se a 23 de Março, na província sul do Kuando Kubango.
Falando à imprensa no aeroporto internacional 4 de Fevereiro, o político deu a conhecer que trás para os angolanos “uma mensagem muito simples de satisfação pela luta comum travada contra o regime do apartheid e pelo facto de os militantes do ANC consideram Angola como sua segunda casa”.
De acordo com Jacob Zuma, “a partir de agora, as nossas relações vão fortificar-se mais em vários domínios, porque vamos trabalhar juntos politicamente, economicamente em outras áreas, tendo acrescentado que “o alto nível de vida das nossas populações serão conquistadas a partir de um trabalho conjunto, porque Angola é um grande país na região austral”.
O novo líder do ANC, que manifestou a sua satisfação por se encontrar hoje em Luanda, disse ainda que a Batalha do Cuito Cuanavale, Kuando Kubango, foi uma das maiores realizadas na região Austral do continente africana e que levou a Namíbia à independência, assim como determinou o fim do regime do apartheid.
Em seu entender, a mesma foi muito importante para os sul-africanos, tendo valorizado o empenho das antigas FAPLA que, ao vencerem as forças militares inimigas e seus aliados, deram origem ao princípio do desmoronamento do regime do apartheid na África do Sul.
O político sul-africano, que chefia uma delegação de veteranos do seu partido, disse ainda que depois de ter vencido na Conferência Nacional do ANC elegeu Angola como o primeiro Estado a visitar por causa das “nossas muito fortes relações históricas”, sublinhou.
Assim sendo, acrescentou, “quando estivermos no Cuito Cuanavale teremos longos debates, uma vez que venho acompanhado de alguns veteranos membros da direcção executiva do ANC, entre os quais alguns que passaram tristes momentos em território angolano na época da guerra”.
Quanto as relações entre o ANC e o MPLA na época da luta contra o regime do apartheid, Jacob Zuma afirmou que as mesmas eram “bastante boas e o seu partido e guerrilheiros beneficiaram dos seus direitos aqui em Angola, país que acolheu e deu facilidades para por fim ao regime”.
A propósito, sublinhou que tais relações “são em vários domínios e muito fortes, porque foram construídas na base do sangue”.
Segundo apurou a Angop junto do embaixador Themba Khubeka, uma comitiva sul-africana, integrada por mais de trinta elementos, entre os quais antigos combatentes, deputados, académicos e jornalistas, estão também a caminho do Kuando Kubango, onde se deslocam, numa caravana automóvel, a fim de participarem nas actividades ligadas aos festejos da Batalha do Cuito Cuanavale, que pela primeira vez se assinala em Angola.
O líder do ANC foi recebido no aeroporto pelo secretário do MPLA para as Relações Exteriores, Paulo Teixeira Jorge, acompanhado do vice-presidente da referida formação política sul-africana, Tokyo Sekuala, o embaixador, Themba Khubeka, e altos funcionários da sua missão diplomática acreditados no país.
Esta é a primeira deslocação a Angola de Jacob Zuma, na qualidade de presidente do partido no poder naquele país, desde que derrotou o seu adversário, Thabo Mbeki, na mais recente Conferência Nacional do ANC, realizada ainda este ano.
Durante a sua permanência no país, o líder do ANC vai manter contactos com dirigentes e políticos angolanos.