Friday, March 28, 2008

Visita de Jacob Zuma a Angola contestada na África do Sul

Não obstante ser o líder do partido no poder, analistas na África do Sul advertiram esta semana que Jacob Zuma não goza de mandato popular que lhe autorize a discutir parte do conteúdo dos assuntos que abordou com autoridades angolanas, uma vez que o Estado sul africano dispõem de um Ministério dos Negócios Estrangeiros para o efeito.

As reações surgiram segunda feira a noite quando um avião da presidência angolana deixou o Presidente do ANC no aeroporto de Joanesburgo. Confrontado pela “media” Jacob Zuma falou do que conversou com as autoridades angolanas com realce a analise da cooperação que visa a capitalização de investimento sul africano em Angola. De acordo com Zuma “este é o interesse que o ANC tem para as questões socioeconômico e político para o desenvolvimento de Angola”.
Na percepção dos analistas, o líder do ANC passou mais uma vez “por cima” do Presidente da Republica Thabo Mbeki no que diz respeito aos assuntos da competência do Estado. Zuma é exortado a ter calma devendo primeiro concorrer as eleições, vence-las para que no exercício do seu mandato poder actuar legitimamente na política externa. Enquanto isso não ocorre, Zuma é aconselhado deixar as tarefas de estado sob responsabilidade do Ministério dos Negócios Estrangeiros.

No ver do analista político Steven Friedman, do “think tank Idasa” o nível das discussões tidas em Luanda não se enquadram num fórum partidário e acusa Jacob Zuma, de andar a “brincar aos presidentes”. Para Friedman que falava ao Jornal “Business day” os partidos discutem cooperação política e solidariedade. Conclui, portanto, que as discussões tidas em Angola poderão criar fricção entre o “Union Bulding” palácio presidencial de Mbeki e a “Luthuli house” (sede do ANC).

Entretanto, Jessie Duarte, uma porta voz do ANC disse aos jornalistas que não há nenhum acordo formal entre o MPLA e o ANC, mas adianta que o seu partido tem pelo menos autoridade para levantar o debate.

De salientar que ao contrario de Angola e Moçambique onde o secretario do Bureau político do “partido” aparenta ter autoridade sobre um ministro, na África do sul, o parlamento é o fórum legal onde as forcas políticas podem expor e influenciar os Estado com os assuntos de interesse nacional.

“EFEITO ZUMA” NAS RELAÇÕES COM ANGOLA

As relações estão tão fortes que os corredores do Gabinete de Jacob Zuma na África do Sul deixou de estar aberto a personalidades desenquadradas ao partido que faz de Angola um “canteiro de obras”.
A sua ida a Angola abriu novas fronteiras entre o ANC e o MPLA prevendo uma dinâmica mais actuante para nos tempos que se sequem. Em Luanda, o líder do MPLA Jose Eduardo dos Santos pôs lhe em contacto directo com membros do Bureau Político do seu partido, membros do comitê provincial de Luanda sem ignorarmos a um contacto com as bases em Cacuaco. Ambos acordaram que os seus secretários gerais passassem a se encontrar periodicamente para trocas de impressões do interesse dos paises que cada um responde pela gestão governamental.

Os jornais privados em Angola não terao motivos de nos próximos dias trazer manchetes que aponta maus tratos dos seus conterrâneos no consulado sul africano em Luanda. Fontes próximas aquela chancelaria haver certa percepção de que toda medida de concessão de visto que crie barreira aos angolanos poderá ir em sentido oposto aos interesses que a nova liderança do ANC pretende que o seu pais tenham com Angola. Para por fim ao problema o chefe da missão consular em Angola, tido como figura com simpatias ao Partido Inkata tem as malas feitas para uma retirada discreta.

INTERESSE EM APOIAR JACOB ZUMA

A tão mediatica recepção de Jacob Zuma em Luanda é uma indicação clara de que ele seja aposta certa do Governo angolano para a liderança do seu pais. Este terá sido um dos assuntos que se analisou com o seu homologo do MPLA. A evidencia esta nas declarações feita a media em Joanesburgo ao revelar que a porta fechada com o Presidente Jose Eduardo Dos Santos, ambos falaram sobre um controverso “relatório secreto” de origem incerta que alega a existência de uma agenda conspiratória favorecendo Jacob Zuma na sucessão de Thabo Mbeki sob patrocínio do Presidente da Líbia Omar Khadafi e do Líder angolano.

O apoio da parte angolana segundo a edição do “Mail e Guardian” de 7 de Agosto de 2007 foi canalizado através de duas empresas petrolíferas em que Jacob Zuma é apontado como detentor de certo interesse. Estas empresas de acordo com o “M&G” foram criadas depois o então chefe dos serviços secretos de Angolana General Garcia Miala ter recebidos orientações superiores para estudar formas de apoiar o actual Presidente do ANC. Entre as empresas citadas pela media destaca-se a “Amaqhawe Wase Africa Petrolium” ligada a exploração de petróleo legalizadas a 7 de Outubro de 2005 cujos donos são pessoas rodeadas ao líder do ANC.

Com Jacob Zuma no poder, a cooperação entre os dois paises poderão estar mais alargadas em diversos sectores. O Presidente do ANC pretende encorajar o seu pais a investir em Angola em áreas como exploração de minerais, agricultura e na construção de industrias conforme deu a conhecer aos jornalistas que lhe interceptaram no aeroporto.

É certamente com a sua liderança que as autoridades angolanas irão ver-se condignamente reconhecidas pelo apoio prestado ao ANC ao tempo que lutava contra o regime do apartheid. Neste capitulo, Luanda poderá igualmente ver-se indiminizada pelo Estado sul Africano devido aos danos que o exercito do apartheid causou as suas infrastruturas. Trata-se de um assunto que Jose Eduardo dos Santos ao tempo Ministro das Relações Exterior do primeiro governo formado em Angola levou a assembléia das nações unidas. Trata-se de uma indiminizacao avaliada em bilhões de dólares. Desde que o ANC subiu ao poder, Luanda nunca sentiu algum iniciativa da África do Sul em discutir o assunto.

A subida de Zuma ao poder, caso não seja declarado culpado pelo tribunal que o julga em Agosto, fará da África do Sul o “puzzle” que Angola precisa para se tornar o “sol” da região austral do continente cujos restantes paises o rodearão como seus satélites.

CONTROVERSA NA FESTIVIDADE DA BATALHA DO CUITO CUANAVALE

Enquanto o líder do ANC participava em Luanda nas festividades da batalha que ocorreu a 20 anos atrás na vila do Cuito Cuanavale, os seus conterrâneos que serviram o extinto regime do Apartheid comemoraram o oposto. Em discurso proferido na semana passada perante a Assembléia Legislativa da província de Northwest, Chris Hattings, deputado provincial da maior força da oposição sul-africana, a Aliança Democrática, prestou homenagem aos militares sul-africanos caídos naquela guerra, descrevendo a batalha do Cuito Cuanavale como “uma humilhação para as forças cubanas e das Fapla”.

Uma outra controversa surgiu quando um dos organizadores da viagem que membros do Parlamento sul-africano realizaram no Cuando Cubango, o ex-coronel Patrick Ricketts (que se aliou ao Braço armado do ANC), sugeriu no ano passado que os corpos de cerca de 400 combatentes sul-africanos estariam sepultados junto a um campo minado nas imediações do local onde ocorreu a batalha do Cuito Cuanavale.

Vários oficiais sul-africanos na reserva, contatados pela media, rejeitaram por completo a idéia de que combatentes do braço armado do ANC tenham participado das operações militares no Cuito Cuanavale ao lado das forças cubanas e angolanas.

Os ex-comandantes e combatentes da defesa sul africana (SADF) contestaram, no entanto, as alegações de Ricketts, desafiando-o a apresentar provas do que afirma e insistindo que uma batalha na qual as forças cubanas e angolanas perderam 4.785 soldados e as sul-africanas apenas 31 nunca poderia ter sido vencida pelas chamadas “forças de libertação.

Angolense
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Soma e segue a tentativa de relançar caso Angolagate

Aumenta a pressão para o re-exame judicial do Angolagate na Suíça, com a entrada em cena do célebre activista pela transparência bancária e advogado, François Membrez.Também autor de livros sobre segredo bancário e escândalos financeiros, esta figura juntou-se às ONG’s que tentam relançar este caso, relatou anteontem o diário português Público.
Do ponto de vista processual, para este advogado, tal é possível, uma vez que o arquivamento, em 2004 - que aconteceu depois de retirada a queixa da Rússia relativa ao não pagamento da dívida na totalidade - deixou sem resposta as acusações relacionadas com a “corrupção de responsáveis angolanos, gestão desleal de património público e lavagem de dinheiro”.

‘Na nossa opinião, o arquivamento do processo pelo procurador-geral de Genebra Daniel Zappelli não é justificado, pois baseou-se numa decisão do Ministério Público [tomada depois de a Rússia dar como encerrado o assunto]“, explicou a PÚBLICO, acrescentando: “Mas a mesma não se pronunciou sobre a corrupção dos dirigentes angolanos, nunca disse que o processo estava resolvido e, por isso, achamos que essa parte do processo não pode ser arquivada e deve ser retomada, além de que, no mesmo [processo], é possível a inclusão de denúncias.”

A fim de relançar o processo, François Membrez deslocou-se à África do Sul, onde se encontrou com seis activistas, representantes da sociedade civil e religiosa angolana. Por razões de segurança, os seus nomes só serão revelados se o procurador-geral Zappelli der provimento à petição depositada em fins de 2006.

Uma cópia da petição foi enviada pelo Procurador-Geral ao juiz de instrução Vincent Fournier; porém, a ausência de um despacho favorável ao relançamento do processo tem impedido que se dê seguimento ao caso.

UBS, Liechtenstein, Zappelli

O diário luso acha que a probabilidade de um relançamento do processo na Suíça poderá beneficiar da actual quebra de confiança no banco UBS, mergulhado numa crise, e onde estava depositada a conta da sociedade Abalone (no centro do escândalo do Angolagate).
Além disso, as pressões actuais da Alemanha sobre os paraísos fiscais, entre eles a Suíça, depois do recente inquérito à fraude fiscal Liechtenstein, poderão forçar a justiça suíça a mostrar eficácia contra contas secretas suspeitas, numa tentativa para esvaziar qualquer acção da União Europeia favorável à extinção dessas contas na Europa.

Daniel Zappelli - que sucedeu ao juiz Bernard Bertossa, conhecido em todo mundo pelo seu combate à lavagem de dinheiro - tem sido criticado por ser menos activo, mas poderia provar o contrário, reactivando o processo Angolagate.
François Membrez é também militante em acções de cidadania contra desvios de fundos públicos e vice-presidente da ONG suíça - Track Impunity Always Trial, (que se define como lutando contra a impunidade). O jurista é ainda um vulto em acções de cidadania contra abusos como violência, racismo e desvio de dinheiro público dos países pobres.

Mais do que a venda de armas

O pedido de reabertura do processo Angolagate, entregue à chancelaria do procurador-geral de Genebra, no dia 24 de Dezembro de 2006, foi feito com o apoio das ONG’s “Declaração de Berna”, “Aktion Finanzplatz Schweiz (Acção Praça Financeira Suíça)” e “Global Witness”.

Mais do que a venda de armas, Membrez e as ONG’s põem em causa o destino dado ao dinheiro originalmente destinado ao reembolso da dívida angolana à Rússia e cujo valor total era de 774 milhões de dólares. O pagamento terá sido feito pelos intermediários do negócio - o franco-brasileiro Pierre Falcone e o israelo-russo Arcadi Gaydamak - e esse valor depositado numa conta do UBS em nome da sociedade Abalone.

Constatou-se depois que a Rússia teria apenas recebido 161 milhões desse total e que os restantes 613 milhões teriam sido distribuídos entre Falcone, Gaydamak, empresas-fantasmas ligadas a altas personalidades, inclusive dirigentes angolanos, segundo denúncia publicada, na época, pelo jornal satírico francês Le Canard Enchainé.
Segundo Anne-Kathrin Glatz, da Declaração de Berna, em Lausana, “em vésperas das primeiras eleições democráticas previstas este ano em Angola, os cidadãos angolanos devem conhecer a verdade sobre a implicação das suas autoridades nesses processos pendentes sobre desvio de fundos”.

APOSTOLADO

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Líder do ANC promete “relações especiais” na visita a Luanda

O Presidente do Congresso Nacional Africano (ANC), partido no poder na África do Sul, Jacob Zuma garantiu em Luanda que manterárelações especiaiscom Angola.


A garantia foi dada durante a visita que Zuma cumpre desde quinta-feira a Luanda, a primeira ao exterior desde que foi eleito, em Dezembro passado, presidente do ANC, e que teve o seu ponto mais alto com um encontro que manteve com o Presidente angolano, José Eduardo dos Santos, também presidente do MPLA, partido no poder em Angola.

Zuma defendeu a necessidade do reforço das relações de cooperação entre ANC e MPLA quemuito poderão ajudar os povos da região e não “.

No Domingo, Jacob Zuma participou na cerimónia que assinalou o 20.º aniversário da histórica batalha do Cuito Cuanavale, que levou à assinatura dos acordos de Nova Iorque, que ditaram a retirada das tropas cubanas e sul-africanas do país em 1988.

O actual líder do ANC destacou a localização de Cuito Cuanavale, considerando-a uma das regiões “mais importantes” de África, devendo por isso transformar-se em local de peregrinação.

Segundo Jacob Zuma, “Cuito Cuanavale é um dos locais mais importantes da África Austral e a derrota infringida às forças do Apartheid, nesta região, mudou o rumo político e a história de libertação da África Austral, culminando com a independência da Namíbia e a libertação da África do Sul”.

Por isso defendeu a necessidade de umamaior colaboraçãoentre estes países, tendo em vista a garantia de melhores das condições de vida para as populações do Cuito Cuanavale.

A escolha de Luanda para a sua primeira deslocação ao exterior, depois da sua eleição para o cargo, em Dezembro do ano passado como presidente do Congresso Nacional Africano, tem a ver com o estreitamento das relações entre o seu país e Angola.

Na capital angolana, o líder do ANC visitou ainda o Comité Provincial de Luanda do MPLA e o marco histórico de Kifangondo, sítio onde, a 11 de Novembro de 1975, forças coligadas da FNLA e do então exército zairense foram travadas pelas FAPLA e os seus aliados cubanos. A África do Sul tem eleições presidenciais marcadas para 2009.

Zuma defende maior difusão da Batalha de Cuito Cuanavale

O Presidente do ANC, partido no poder na África do Sul, Jacob Zuma, defendeu uma maior divulgação dos acontecimentos da Batalha do Cuito Cuanavale, para perpetuar a sua importância, disse em alusão ao 20.º aniversário da batalha decorrida a 23 de Março de 1988.


O provável sucessor de Thabo Mbeki na Presidência da África do Sul destacou a importância da mesma e o papel de Cuba e da ex-URSS na derrocada do regime do apartheid na África do Sul e na consequente independência da Namíbia.

“A Batalha do Cuito Cuanavale deve ser divulgada nos livros ou outros meios de comunicação para a sua perpetuação. As nossas populações devem saber mais sobre a solidariedade internacional que houve naquela batalha”, advogou o líder do ANC.

Jacob Zuma agradeceu a hospitalidade do povo angolano e a sua contribuição no combate contra o então regime racista da África do Sul.

“A solidariedade do povo angolano jamais será esquecida pelo povo sul-africano”, assegurou Zuma, antes de admitir que dificilmente os sul-africanos conseguirão retribuir o apoio angolano.

O presidente do ANC defendeu uma maior colaboração entre os dois países para a erradicação da pobreza e o subdesenvolvimento em ambos os territórios.

Para Victor Sokolovinsky, a Batalha do Cuito Cuanavale é sinal do reconhecimento da contribuição dos povos cubano e russo na libertação de Angola dos ocupantes estrangeiros.

Sokolovinsky considerou ainda que a batalha foi o virar da página em Angola, o prelúdio da independência da vizinha Namíbia e o fim do regime do apartheid na África do Sul.

Por seu turno, o ministro da Defesa da Namíbia disse que o 23 de Março reveste-se de grande importância para o seu país, pois, para além da Batalha do Cuito Cuanavale, comemora-se a data da independência, alcançada 18 anos.

Aproveitou a oportunidade para defender que se escreva a verdadeira história da Batalha do Cuito Cuanavale, pois disse haver alguns livros que insinuam uma alegada vitória do regime do apartheid.

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Leninegrado de África


A Batalha de Cuito Cuanavale (Angola) e seus efeitos políticos no contexto regional e continental tem sido comparada à famosa batalha de Leninegrado, que travou o avanço das tropas nazis no território da então União Soviética e mudou completamente o curso da II Guerra Mundial a favor das forças aliadas (URSS, EUA e Inglaterra).

Nesta batalha, segundo dados históricos, perderam a vida mais de um milhão de pessoas, entre civis e militares.

Voltemos, entretanto, à intervenção sul-africana em Angola. A história regista que a intervenção sul-africana em Angola começou já no período colonial português, com o objectivo de ajudar os colonialistas na luta contra os grupos de guerrilheiros que então lutavam pela independência nacional.

A principal base da África do Sul na altura se encontrava localizada na região do Cuito Cuanavale.

Após a independência, as forças do apartheid voltaram a invadir Angola, posicionando as suas tropas até ao Sul do Ebo, na província do Kwanza -Sul, de onde sofreram uma estrondosa derrota e se bateram em retirada.

Após este recuo, instalaram-se na Namíbia e daí realizavam incursões no território angolano, sempre com o pretexto de que combatiam a Swapo e o ANC, respectivamente movimentos de libertação da Namíbia e da África do Sul.

Nesta altura, as tropas cubanas, que já tinham ajudado a repelir o exército sul-africano, passaram a defender a linha Lubango (Huíla) e Menongue (Kuando-Kubango). Durante quase mais de uma década, o regime sul-africano tinha como objectivo manter uma zona tampão no sul de Angola, onde operariam livremente contra o Exército angolano.

O Exército angolano realizou, durante este período, várias operações ao Sul do território, com o objectivo de destruir algumas bases da Unita que ali se encontravam.

As operações das FAPLA tinham como objectivo destruir as bases da Unita e nela foram empregues quatro brigadas (16, 21, 45 e 59), que avançaram até às margens do rio Longa.

A ofensiva das FAPLA estava a ser coroada de êxitos até os sul-africanos introduzirem directamente forças no terreno dos combates, como a brigada 61 motorizada, o Batalhão Búfalo e outras que conseguiram, na altura, travar a ofensiva das forças governamentais.

Animados com este resultado, os sul-africanos resolveram realizar a operação denominada “Hooper”, cujo objectivo era destroçar as brigadas das FAPLA e tomar de assalto o Cuito Cuanavale.

Decidiram então abrir duas frentes, sendo uma no Kuando-Kubango e outra no Cunene, com o objectivo de realizar uma ofensiva em direcção à fronteira namibiana.

A grande batalha teve início a 23 de Março de 1988, quando as tropas do Exército regular sul-africano realizaram, com meios bélicos de última geração, um ataque de grandes proporções, por terra e ar, à vila do Cuito Cuanavale. Após grandes combates de artilharia, tanques e bombardeamentos aéreos, que duraram oito horas, as FAPLA conseguiram, no fim, derrotar as tropas sul-africanas, que se viram forçadas a se retirar.

A batalha culminou a 30 de Agosto de 1988.

Depois disso, foram rubricados os acordos de paz de Nova Iorque (EUA), que abriram caminho à retirada incondicional das tropas sul-africanas de Angola, a realização de eleições livres e justas na Namíbia e a derrocada do regime do apartheid na África do Sul.

Cumpriu-se assim um dos postulados defendidos pelo Governo de Angola: a independência e liberdade de todos os povos da África Austral.

Posted by Julinho at 16:59:28 | Permalink | No Comments »

Zuma em Angola


O Presidente do Congresso Nacional Africano (ANC), Jacob Zuma (na foto), chegou esta terça-feira a Angola, onde vai participar nas actividades alusivas ao 20ª aniversário da Batalha do Cuito Cuanavale, a assinalar-se a 23 de Março, na província sul do Kuando Kubango.

Falando à imprensa no aeroporto internacional 4 de Fevereiro, o político deu a conhecer que trás para os angolanos “uma mensagem muito simples de satisfação pela luta comum travada contra o regime do apartheid e pelo facto de os militantes do ANC consideram Angola como sua segunda casa”.

De acordo com Jacob Zuma, “a partir de agora, as nossas relações vão fortificar-se mais em vários domínios, porque vamos trabalhar juntos politicamente, economicamente em outras áreas, tendo acrescentado que “o alto nível de vida das nossas populações serão conquistadas a partir de um trabalho conjunto, porque Angola é um grande país na região austral”.

O novo líder do ANC, que manifestou a sua satisfação por se encontrar hoje em Luanda, disse ainda que a Batalha do Cuito Cuanavale, Kuando Kubango, foi uma das maiores realizadas na região Austral do continente africana e que levou a Namíbia à independência, assim como determinou o fim do regime do apartheid.

Em seu entender, a mesma foi muito importante para os sul-africanos, tendo valorizado o empenho das antigas FAPLA que, ao vencerem as forças militares inimigas e seus aliados, deram origem ao princípio do desmoronamento do regime do apartheid na África do Sul.

O político sul-africano, que chefia uma delegação de veteranos do seu partido, disse ainda que depois de ter vencido na Conferência Nacional do ANC elegeu Angola como o primeiro Estado a visitar por causa das “nossas muito fortes relações históricas”, sublinhou.

Assim sendo, acrescentou, “quando estivermos no Cuito Cuanavale teremos longos debates, uma vez que venho acompanhado de alguns veteranos membros da direcção executiva do ANC, entre os quais alguns que passaram tristes momentos em território angolano na época da guerra”.

Quanto as relações entre o ANC e o MPLA na época da luta contra o regime do apartheid, Jacob Zuma afirmou que as mesmas eram “bastante boas e o seu partido e guerrilheiros beneficiaram dos seus direitos aqui em Angola, país que acolheu e deu facilidades para por fim ao regime”.

A propósito, sublinhou que tais relações “são em vários domínios e muito fortes, porque foram construídas na base do sangue”.

Segundo apurou a Angop junto do embaixador Themba Khubeka, uma comitiva sul-africana, integrada por mais de trinta elementos, entre os quais antigos combatentes, deputados, académicos e jornalistas, estão também a caminho do Kuando Kubango, onde se deslocam, numa caravana automóvel, a fim de participarem nas actividades ligadas aos festejos da Batalha do Cuito Cuanavale, que pela primeira vez se assinala em Angola.

O líder do ANC foi recebido no aeroporto pelo secretário do MPLA para as Relações Exteriores, Paulo Teixeira Jorge, acompanhado do vice-presidente da referida formação política sul-africana, Tokyo Sekuala, o embaixador, Themba Khubeka, e altos funcionários da sua missão diplomática acreditados no país.

Esta é a primeira deslocação a Angola de Jacob Zuma, na qualidade de presidente do partido no poder naquele país, desde que derrotou o seu adversário, Thabo Mbeki, na mais recente Conferência Nacional do ANC, realizada ainda este ano.

Durante a sua permanência no país, o líder do ANC vai manter contactos com dirigentes e políticos angolanos.

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Saturday, March 8, 2008

Como comprar uma habitação

Requisitos que deve considerar na escolha do imóvel:
A escolha depende da finalidade que lhe vai dar.

Na escolha do local, haverá que ter em atenção vários aspectos: acessos, facilidade de transportes, locais de abastecimento, etc. Quanto à casa em si, há diversos aspectos a analisar: a qualidade global da construção, os isolamentos térmicos e acústicos, os acabamentos interiores, o espaço disponível e a sua distribuição, etc.
 
No caso de habitações usadas, a análise do seu estado de conservação assume um relevo particular, nomeadamente o estado das fachadas, das canalizações (água, gás, electricidade) e dos revestimentos. É conveniente ter presente o prazo de garantia contra defeitos de construção, que é de 5 anos após a compra da habitação nova.

Cuidados legais a ter

Antes de formalizar a sua decisão de compra da casa, é conveniente certificar-se de que ela cumpre as condições básicas de natureza legal. Isto lhe permitirá fazer uma compra segura e sem surpresas desagradáveis. Na Conservatória do Registo Predial da área do imóvel, poderá verificar se: - o vendedor é o verdadeiro proprietário, isto é, se tem o imóvel registado em seu nome; - não existem hipotecas ou penhoras a favor de terceiros;- o imóvel ou fracção não está sujeito a qualquer usufruto a favor de terceiros.

O que deve constar no Contrato-Promessa A decisão de comprar e vender a habitação é formalizada através do Contrato- Promessa de Compra e Venda. Este documento regula os direitos e deveres das partes e as condições estabelecidas no negócio durante o período que decorre até à realização do contrato definitivo (a escritura).

O Contrato-Promessa deve contemplar os seguintes aspectos:

- Identificação dos intervenientes, promitente-comprador e promitente-vendedor (nome, estado civil, profissão, residência, bilhete de identidade, nº fiscal, etc.);

- Identificação do imóvel a transaccionar (local, composição da habitação - nº de assoalhadas, cave, pátio coberto, garagem, arrecadação, etc.); - Preço da transacção, forma de pagamento, valor do sinal, reforços de sinal e respectivo calendário;

- Indicação explícita de que o bem será vendido livre de quaisquer ónus e encargos;

- O prazo máximo para a celebração do contrato definitivo, podendo ser acordado o pagamento de juros, a uma determinada taxa, se o prazo for excedido por culpa de alguma das partes;

- Fazer referência ao empréstimo solicitado ou a solicitar ao banco, no caso de a compra depender deste empréstimo e prevendo, caso este não seja concedido, a consequente restituição do sinal.

Tenha presente que o contrato é um acordo entre as partes envolvidas. Não assine o contrato sem analisar com muita atenção todas as cláusulas. Peça ao vendedor um modelo de contrato com a devida antecedência para o poder analisar ou mostrar a alguém mais experiente e:

- Certifique-se que as cláusulas previstas satisfazem a sua situação particular.

- Verifique se o prazo fixado é suficiente para tratar de toda a documentação.

- Tente estabelecer o tempo máximo que for possível para salvaguardar alguns atrasos que possam surgir com a obtenção da documentação necessária.

Comprar a casa, crédito à habitação Após a sua decisão de comprar casa, é chegado o momento de iniciar formalmente o seu pedido de crédito ao banco.

Com base no valor do empréstimo pretendido e em dados elementares relativos ao imóvel a adquirir e ao seu nível de rendimento, o banco dar-lhe-á rapidamente uma resposta de princípio, acerca da viabilidade do seu pedido.

Usualmente o banco tem em atenção o impacto percentual da renda do empréstimo no rendimento do agregado familiar, a domiciliação de rendimentos no banco, a capacidade financeira do avalista, etc.

De seguida, vai solicitar-lhe um conjunto de documentação e procederá à avaliação da casa. Posteriormente, comunicar-lhe-á a decisão definitiva sobre a concessão e as condições do empréstimo.

Deste conjunto de documentação, destacam-se as plantas da casa, os documentos de identificação dos proponentes e os comprovativos dos rendimentos e da composição do agregado familiar. No caso de crédito para construção, ampliação ou remodelação da casa, deverá também ser entregue, o projecto aprovado e o orçamento das obras a realizar.

Proceder aos registos

Após a autorização do empréstimo, o comprador terá de proceder aos registos de aquisição e de hipoteca, na Conservatória do Registo Predial da área do imóvel.

Posted by Julinho at 01:38:32 | Permalink | No Comments »

O que é feito dos grandes generais da Unita que ainda vivem?

Meio mundo foi tomado de surpresa quando há dias o Ministro da Defesa, general Kundi Payhama, insinuou que a Unita tem armamento guardado e que ele, pessoalmente, conhece quem são os dirigentes desse partido que pretendem o retorno da guerra. Essa declaração não podia ganhar ressonância mais funesta, tendo sido feita numa altura em que o país faz seis anos de armistício, contados desde 22 de Fevereiro de 2002, data em que tombou nas matas de Lukusse, província do Moxico, Jonas Savimbi, o homem que durante anos a fio comandou a rebelião armada em Angola.


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Administração do BIC pretende duplicar depósitos e créditos

O Banco Internacional de Crédito BIC traçou como metas, para o ano económico em curso, o crescimento dos depósitos na ordem de 85 por cento e o crédito à volta de 100%, disse em Luanda, o seu o Presidente do Conselho de Administração, Fernando Teles.

Em declarações à Angop, no final do Iº encontro de quadro da instituição financeira, realizado hoje em Luanda, Fernando Teles disse que, em Dezembro de 2007, os depósitos do BIC situaram-se em dois biliões e 114 milhões de dólares, enquanto o crédito utilizado cifrou-se em um bilião e 343 milhões e o aprovado em USD um bilião e 700 milhões.

No âmbito da implementação da sua estratégia de crescimento sustentável, o banco, que no final de 2007 contava com 85 agências, pretende, até Dezembro deste ano, abrir mais 30 balcões em todo o país, visando levar os serviços financeiros às zonas mais recônditas de Angola.

Com 240 mil clientes alcançados em Dezembro de 2007, o BIC pretende captar mais 120 clientes até final deste ano, pelo facto da bancarização situa-se à volta de sete e oito por cento, pois ainda há espaço para que mais pessoas possam trabalhar com os bancos.

Na reunião de hoje, os quadros do banco analisaram, entre outros assuntos, as actividades desenvolvidas em 2007, o funcionamento dos seus balcões ao longo do ano, o orçamento de cada balcão e a definição dos objectivos na área de créditos e depósitos.

Fernando Teles disse ter analisado igualmente, com os seus colaboradores, o serviço de atendimento ao cliente no balcão, componente que permite também aferir a qualidade e eficiência do banco, está a ser melhorado através da formação, ao promover constantemente acções de formação para os seus trabalhadores.

Garantiu o recrutamento de um monitor para que, de balcão a balcão, possa dar treinamento a área de atendimento e nas operações bancárias gerais.

Temos a consciência que estamos a admitir muitos jovens e estes devem ter uma acção de formação contínua, só desta forma teremos um melhor atendimento explicou.

Relativamente os serviços de novos produtos, os quadros do BIC analisaram também a campanha de lançamento do cartão de crédito Visa Gold e Platina, produto que está a ter grande aceitação por parte dos clientes.

Entre Fevereiro e Março deste ano, o BIC vai lançar o cartão Visa Classic, destinados a pessoas de baixa renda.

Por outro lado, disse que o banco vai fazer uma campanha no sentido da EMIS Empresa Interbancária de Serviço fazer aquilo que já existe na Europa, permitir que o cliente tenha a possibilidade de dobrar o levantamento diário nos terminais multicaixa de 18 para 36 mil kwanzas.

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